Steve Jobs lia e aprovava cada comunicado de imprensa da Apple

Por Redação | 29 de Julho de 2016 às 18h37

Nos anos 2000, o então CEO da Apple, Steve Jobs, fazia questão de ler cada um dos comunicados de imprensa da Apple antes que eles chegasse aos seus destinatários, segundo informa Cameron Craig, em um artigo publicado na Harvard Business Review. O grande segredo por trás dos comunicados da empresa nessa época é a maneira simples e clara de expor as informações.

Se o projeto não era fácil de compreender, Jobs não aprovaria. "Se um 'mero mortal' não conseguia entender a nossa língua, então nós tínhamos falhado. E o fracasso não era uma opção. Steve Jobs lia e aprovava pessoalmente cada comunicado de imprensa", disse Craig, que é ex-funcionário da maçã. "Quanto mais fácil de entender é a sua comunicação, mais amplo é o alcance", afirmou.

Em seus 10 anos trabalhando no setor de comunicações da Apple, Craig compartilhou algumas das normas utilizadas pela Apple. De acordo com ele, a empresa recusava pedidos que não faziam sentido, não enviava muitos comunicados as repórteres e trabalhava apenas com uma pequena lista de mídia, cultivando relações estreitas com cinco a dez influenciadores.

"Nossa missão era contar a história de como os nossos produtos inovadores deram aos clientes o poder de libertar a sua criatividade e mudar o mundo. Em determinado momento teríamos todos os tipos de solicitações pedindo para que nossos porta-vozes dialogassem sobre as tendências da indústria, política e inúmeros outros assuntos. Se o pedido não se encaixava em nossa missão, nós educadamente recusávamos participar. Era uma abordagem que nos ajudou a usar nosso tempo de maneira mais eficiente", conta Craig.

"Respeite a sua marca. Essa é a maior lição de tudo o que eu aprendi na Apple. É o seu maior trunfo e você tem que protegê-la", disse. Cameron Craig já trabalhou em outras grandes empresas do setor de tecnologia além da Apple, como PayPal, Visa e Yahoo!. Ele deixou a Apple antes do fim da era Steve Jobs, em 2007. Atualmente, o executivo trabalha na Polycom.

Via Business Insider, Harvard Business Review

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