Steve Jobs é a prova de que o preconceito contra imigrantes não leva a nada

Por Redação | 18 de Novembro de 2015 às 14h20

Diante dos recentes atentados do Estado Islâmico a Paris, é de se imaginar um aumento nos movimentos xenofóbicos na região. A Europa já é um barril de pólvora há algum tempo e essa onda de violência serviu apenas para agravar a situação com imigrantes, sobretudo aqueles de origem árabe. Com extremistas religiosos levantando a bandeira do Islã, era óbvio que as alas mais conservadoras iriam se aproveitar disso para reforçar esse preconceito, sobretudo contra os refugiados sírios, que fogem exatamente das zonas controladas pelo grupo radical.

E, em meio a tantas declarações e até mesmo algumas leis xenofóbicas, o mundo da tecnologia vem para mostrar que a solução se encontra em um sentido bem diferente desse proposto por esse pessoal. Como o Huffington Post lembrou, a família de Steve Jobs também era de origem síria e migrou para os Estados Unidos em 1954, época bastante conturbada no Oriente Médio e marcada por uma série de golpes de Estado e trocas de poder.

Isso traz uma reflexão bem curiosa sobre o cenário político atual. Ao mesmo tempo em que muita gente segue reforçando o discurso xenofóbico contra esses refugiados e contra a própria religião muçulmana, o legado de um descendente desses mesmos imigrantes continua em alta. É claro que estamos falando de contextos bem diferentes, mas esse é um exemplo que serve para mostrar o quanto esse preconceito é cego e não leva a lugar algum.

Mais do que isso, as leis que muitos políticos europeus estão propondo para barrar a entrada desse pessoal sob o pretexto de proteger seus países da ameaça terrorista pode estar simplesmente barrando o surgimento de um novo Steve Jobs. Assim como aconteceu há 60 anos, o filho de um desses imigrantes pode trazer grandes conquistas para todo o mundo nas próximas décadas. Só que, para isso acontecer, esse pensamento retrógado de afugentar quem vem de fora deve ser extinto.

É claro que a preocupação com ações do Estado Islâmico e outros grupos extremistas é compreensível, mas isso não justifica nenhum comportamento xenofóbico, islamofóbico ou qualquer outro tipo de preconceito. Se fosse assim e os EUA decidissem seguir a mesma lógica, barrando os imigrantes sírios de entrar no país na década de 50, dificilmente teríamos o iPhone ou o iPad hoje em dia e toda a tecnologia seria bem diferente da que usamos hoje. Assim, se alguém surgir defendendo esse tipo de ideia equivocada, lembre-se disso.

Via: Huffington Post

Fique por dentro do mundo da tecnologia!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba diariamente as notícias por e-mail.