Spotify desiste de comprar o SoundCloud para mirar IPO

Por Redação | 08.12.2016 às 21:00
photo_camera Divulgação

Parece que o Spotify abandonou seus planos de comprar a plataforma de streaming de áudio e podcasts SoundCloud. Em vez da aquisição, o serviço de música on demand focará seus esforços em uma possível oferta pública de ações (IPO) na bolsa de valores.

Segundo fontes de mercado, as duas companhias estavam em negociações e um acerto estava próximo de acontecer, já que o Spotify mirava a compra do SoundCloud para se fortalecer ainda mais contra rivais como Amazon e Apple do segmento de streaming.

Entretanto, o Spotify desistiu da compra devido à complicações no valor do negócio, em função de flutuação nos custos e acordos de licenciamento que viriam com a compra da plataforma. De acordo com especialistas, o valor de mercado do Soundcloud passaria dos US$ 700 milhões. Segundo o Financial Times, as duas companhias não comentaram sobre o assunto.

Em junho deste ano, o Twitter fez um investimento de US$ 70 milhões no SoundCloud, que agora está avaliado em US$ 700 milhões. Já o Spotify está avaliado em mais de US$ 8,5 bilhões, de acordo com números levantados em junho de 2015.

O caso do SoundCloud é delicado, pois ele tem lutado para conseguir ganhar uma base financeira mais sólida. Relatórios apontaram que, durante 2014, a plataforma perdeu US$ 44,19 milhões e nunca operou com lucro. Entretanto, o serviço tem uma comunidade fiel de usuários, se tornando uma plataforma bastante usada por artistas independentes de música eletrônica, hip-hop e outros.

Já o Spotify está muito bem, obrigada. Neste mês, o serviço anunciou que atingiu a marca de 40 milhões de assinantes pagantes, totalizando 100 milhões de ouvintes em sua plataforma, embora também nunca tenha colocado suas contas no azul. Há dez anos no mercado, a empresa está avaliada em US$ 8,5 bilhões, o que aumenta ainda mais a possibilidade para um IPO em 2017.

Em novembro, o Spotify anunciou a compra de uma startup chamada Preact, focada em ajudar empresas a adquirir e reter assinantes. Esta é mais uma arma da companhia para tentar manter sua relevância e rentabilidade contra os concorrentes.

Fonte: Financial Times