Sony desiste de fabricar smartphones no Brasil

Por Redação | 16 de Junho de 2016 às 22h04

Em entrevista ao G1, a Sony anunciou que não fabricará mais smartphones no Brasil por não estar tirando proveito das isenções fiscais. A nova estratégia, que será focada na importação dos produtos, segue os passos da Xiaomi, fabricante chinesa que também optou por interromper sua produção em terras brasileiras.

Apesar da mudança, a Sony garante que não deixará de atuar no país, afinal, os mais recentes lançamentos – Xperia X e Xperia XA –, já fazem parte da nova estratégia. "A Sony Mobile reitera que a estratégia de importação de produtos premium permanece a mesma desde o final do ano passado. Os modelos Xperia Z5 e Xperia Z5 Premium já eram importados e os lançamentos Xperia X e Xperia XA também serão. A marca permanece comprometida com o mercado brasileiro e iniciou ontem a pré-venda dos modelos Xperia X e Xperia XA, que estão sendo lançados mundialmente em junho", explicou a companhia em seu pronunciamento.

De acordo com Ana Peretti, diretora de marketing da Sony, “a lei do bem foi suspensa e só temos produtos acima de R$ 1,8 mil, então decidimos importar esses modelos”. Assim, o objetivo da companhia, conforme revelado pela executiva, é permanecer com foco no mercado de smartphones mais caros, que tem registrado crescimento em todo o mundo.

Apesar da empresa não ter tocado no assunto, aparentemente a Sony não está passando por problemas apenas no Brasil. Segundo uma pesquisa realizada pela IC Insights, a companhia não faz mais parte das principais fabricantes de smartphones, levando em consideração o mercado global. Quem ocupa os primeiros lugares são a Samsung e a Apple, e o que se percebe é uma tendência de crescimento entre as companhias chinesas, que têm disparado no setor.

Conforme dito anteriormente, outra gigante que também está mudando sua estratégia no mercado brasileiro é a Xiaomi, que anunciou que não fará novos lançamentos no país, ao menos em curto prazo. A razão? Também questões tributárias. Segundo Hugo Barra, vice-presidente internacional da Xiaomi, "Como as regras para incentivos fiscais oferecidos no Brasil para produção local estão em constante mudança, optamos, neste momento, por pausar a produção. Para os próximos produtos, essa avaliação será feita novamente".

Será que outras fabricantes seguirão o mesmo modelo?

Fonte: G1

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