Sony anuncia fabricação de drones corporativos para 2016

Por Redação | 25.08.2015 às 09:15
photo_camera Foto: Reprodução/Bloomberg

A Sony anunciou nesta segunda-feira (24) sua entrada no mercado de drones para uso corporativo. Com a criação da divisão de negócios Aerosense, a companhia está usando sua tecnologia de smartphones para o desenvolvimento de veículos aéreos não-tripulados de alta performance.

A Aerosense tem como foco clientes empresariais com interesse em usar drones para a supervisão e inspeção de áreas urbanas e rurais ou para fotografias aéreas. A subsidiária fez uma demonstração na cidade de Tóquio, no Japão, do quadricóptero AS-MC01-P, que possui câmera com o formato de lente DSLR QX30. Ela pode ser conectada a smartphones e fica acoplada na barriga do veículo para que ele faça a captura de imagens de alta resolução.

O drone foi criado para sobrevoar áreas urbanas, como prédios em construção. Com aproximadamente três quilos, ele pode permanecer no ar de 15 a 20 minutos com uma carga de bateria. O veículo também é capaz de funcionar de forma autônoma, sobrevoando uma área pré-definida.

Equipado com GPS, Wi-Fi e um sistema de navegação inercial, ele ainda possui um módulo de transferência de dados de alta velocidade e usa a tecnologia Transferjet, da Sony.

Na apresentação, a empresa mostrou fotos tiradas pelo drone sendo transformadas em cenários 3D, para que pudesse ser visualizado detalhes como a profundidade de um prédio ainda em construção.

A divisão também possui um outro drone, chamado AS-DT01, que decola e faz pouso na vertical (VTOL). Graças a esse detalhe, o veículo pode ser usado como avião ou helicóptero. Com sete quilos, ele pode transportar mais três quilos por duas horas com apenas uma carga de bateria.

O formato com asas tem a vantagem de alcançar velocidades muito mais altas do que outros drones civis, batendo os 170 km/h. A marca é o dobro da velocidade atingida por quadricópteros, que sobrevoam com no máximo 75 km/h.

Espera-se que o drone comece a ser comercializado até a metade de 2016 e que o total de vendas chegue a cerca de US$ 81,8 milhões até 2020.

Fonte: Mashable, IDG Now, Bloomberg