SoftBank quer que a Uber mude sua estratégia comercial e saia da Ásia

Por Redação | 22 de Janeiro de 2018 às 17h20

Após se tornar a maior acionista da Uber, a multinacional japonesa SoftBank já colocou algumas exigências na mesa. E as demandas mexem profundamente com a estratégia comercial da empresa.

A Softbank quer que a Uber se concentre no seu mercado principal, principalmente nas Américas do Norte e do Sul e Europa. Na semana passada, foi anunciada a aquisição de 15% da Uber, por US$ 7 bilhões.

Essa mudança obrigaria a Uber a se retirar da Índia e do sudeste asiático, onde a expectativa de crescimento é passar de US$ 5,1 bilhões (2017) para US$ 20,1 bilhões (2025). Esse é um mercado importante para Uber por conta das grandes populações e que teria que ser abandonado.

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Só na Índia, por exemplo, há um potencial de 1,2 bilhão de clientes. O problema é que os concorrentes da Uber estão de dando melhor nesses locais e se tornaram uma barraeira difíciel de ser vencida.

O app Singapura Grab domina 70% do mercado de caronas do sudeste asiático, enquanto o Ola fica com 53% na Índia — a Uber responde por uma fatia de 48% do mercado. O objetivo com essas exigências da SoftBank é reduzir as perdas financeiras antes do lançamento do IPO, em 2019.

Perda de mercado

Mas, caso decida mudar o foco para América do Norte, Europa e América do Sul, a Uber tem que correr para parar a sangria na divisão do mercado. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Lyft passou responder por 22% em 2017, um crescimento de sete pontos percentuais em um ano. Nesse mesmo período, a Uber caiu de 83% para 74%.

O crescimento da Lyft vem ancorado em um aporte de US$ 1 bilhão, dinheiro que chegou em uma rodada liderada por um dos braços de investimento da Google.

Para piorar, a Uber enfrenta diversas ações na Europa, onde países tentam regular sua atividade.

No Brasil, a situação é a mesma, de forte concorrência. Além do Cabify, a chegada da chinesa Didi Chuxing, que comprou a 99, vai aquecer o mercado — leve-se em conta ainda que a empresa pretende se expandir e chegar ao México.

Fonte: Business Insider

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