SoftBank compra britânica ARM por US$ 32 bilhões

Por Redação | 18 de Julho de 2016 às 09h05

A semana começou com uma grande aquisição no mercado de tecnologia. A companhia de telecomunicações japonesa SoftBank comprou a fabricante britânica de microprocessadores ARM por US$ 32 bilhões (£ 24,3 bilhões), de acordo com comunicado dos dois grupos. Com a aquisição, as ações da ARM na bolsa de valores de Londres dispararam mais de 40%.

Segundo analistas, a ARM é considerada uma empresa muito bem vista aos olhos de investidores, o que também contribuiu para que a SoftBank optasse pela aquisição. "Admiramos há muito tempo a ARM como uma empresa de extrema reputação no setor de tecnologia", declarou Masayoshi Son, presidente da telecom. A transação ainda foi recomendada pelos conselhos de administração de ambas as empresas e deverá ser concluída até o final do terceiro trimestre de 2016.

Além de fornecer componentes para os iPhones da Apple, a ARM é dona de diversas patentes utilizadas por grandes empresas de tecnologia. Qualcomm, Apple e Samsung são algumas das companhias que utilizam os designs da ARM, já que são considerados mais eficientes e com menor consumo de energia.

A compra da fabricante é a maior aquisição da história da SoftBank, que vem adotando, sob a gestão de Son, uma estratégia de crescimento visando especialmente o mercado da Internet das Coisas. Nos próximos cinco anos, a ideia do grupo nipônico é duplicar a quantidade de empregados da ARM no Reino Unido. Além disso, a companhia garantiu que a intenção é manter a sede da ARM na cidade universitária de Cambridge.

A transação também traz grande representatividade econômica aos britânicos, apenas três semanas depois do Brexit. Segundo o ministro das Finanças do Reino Unido, Philip Hammond, a aquisição de um grupo britânico mostra que a Grã-Bretanha não perdeu nenhum de seus atrativos e continua a despertar o interesse dos investidores internacionais. Por outro lado, analistas creditam o aumento do interesse de companhias estrangeiras por empresas britânicas à desvalorização da libra esterlina frente ao dólar.

Fonte: Financial Times

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