Sob protesto, Marissa Mayer é reeleita para o conselho administrativo do Yahoo

Por Redação | 04 de Julho de 2016 às 10h41

Esta semana, o Yahoo realizou sua reunião anual com seus acionistas e, apesar de o evento parecer um pouco vazio, havia muito sobre o que falar, como por exemplo a venda da empresa. Além disso, muitos outros itens foram votados, incluindo a reeleição do quadro de diretores. Naturalmente, isso parece bastante simples, mas os acionistas enviaram uma mensagem bem clara para a chefe executiva da empresa, Marissa Mayer: eles não estão felizes.

A empresa reportou, em relatório, que Mayer recebeu o maior número de votos contrário à sua candidatura. Mais de 554 milhões de votos foram colocados em favor de seu retorno ao conselho da empresa, mas 104 milhões disseram não à executiva, o que representa 18% do total de votos registrados no encontro. Os acionistas ainda pensam que ela pode permanecer no cargo, mas a paciência deles parece estar se esgotando.

A diferença de votos favoráveis à executiva e seu principal concorrente também foi a menor já registrada em sua trajetória na companhia do Vale do Silício. Jeffrey Smith recebeu 564 milhões de votos em favor de sua candidatura, sendo o mais bem votado na ocasião, enquanto Mayer registrou 554 milhões de "Sim".

Olhando para relatórios anteriores dos acionistas, em 2015 a quantidade de votos para Mayer não foi tão equivocada. De fato, ela recebeu pouco mais de 6 milhões de "nãos" contra 518 milhões a favor. E na reunião de 2014 ela chegou a receber 3,4 milhões de votos enquanto 635 milhões apoiaram sua eleição.

Marissa Mayer assumiu as rédeas da cambaleante companhia de tecnologia há cerca de cinco anos. No início, houve muito barulho sobre sua chegada, especialmente porque alguns pensavam que ela poderia fazer a empresar "dar a volta por cima". O desempenho do Yahoo pareceu começar a desandar sob sua liderança, mas eventualmente isso resumiu seus hábitos antigos. Suas finanças estavam em grande parte apoiadas em sua participação no Alibaba e no Yahoo Japão.

Agora, enquanto a empresa diminui-se mais uma vez e se apronta para mais uma aquisição, seja pela Verizon ou outro conglomerado privado, Mayer parece seguir sua vida tranquilamente, mas os acionistas estão a observando cada vez mais de perto e claramente não estão felizes com o trabalho dela a frente da companhia.

Fonte: Venture Beat

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