Sindicato dos trabalhadores de TI luta contra redução de salários e de direitos

Por Redação | 11.01.2016 às 07:58 - atualizado em 11.01.2016 às 19:58

A instabilidade que domina a economia brasileira no momento atual é o principal argumento do Sindicato das Empresas de Processamento de Dados e Serviços de Informática do Estado de São Paulo (Seprosp) para reduzir salários e cortar direitos já conquistados pela categoria no Estado. Na última semana, representantes da classe empresarial se reuniram com o Sindicato dos Trabalhadores de Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd-SP), mas não houve acordo.

O Seprosp sugeriu que, para administrar a crise, fosse adotado um reajuste salarial escalonado aos trabalhadores de TI, oferecendo um aumento de 8% para quem recebesse até R$ 2 mil; de 5,5% para quem ganha de R$ 2 a 5 mil, e de 4% para quem tem remuneração acima de R$ 5 mil. O aumento reivindicado pelo Sindpd é de 13,61% e uma nova rodada de negociações ficou agendada para esta quinta-feira (14) às 16h a fim de buscar um consenso entre patrões e empregados do mercado de tecnologia.

O sindicato das empresas de TI também exige que o valor do vale-refeição seja estabelecido por região - ou seja, empregados de cidades maiores, onde a alimentação custa mais, receberiam um valor maior do que os trabalhadores de demais localidades do estado. No entanto, o sindicato que representa os trabalhadores pede um VR que varie de R$ 15 a R$ 20, considerando jornadas de seis a oito horas diárias, respectivamente. Os empresários negaram 19 cláusulas da proposta, o que representa mais de 90% da pauta da reivindicação aprovada pelas categorias nas 14 assembleias realizadas em todo o Estado.

Para o presidente do Sindpd-SP, Antônio Neto, “é preciso manter o que é de direito do trabalhador”. O sindicato recusou a proposta pois, “primeiro, não está contemplando nem a inflação do período. O que querem mexer, é para piorar". "Até a Justiça parte do princípio da necessidade de reposição de perdas inflacionárias. Não se pode aceitar a tentativa de retrocesso, não me sinto contemplado por estas propostas e a categoria também não se sentirá”, completou Neto.

O que o Sindpd exige:

- Reajuste salarial de 13,61%;
- Vale-refeição (VR) de R$ 15 a R$ 20;
- Multa em caso de descumprimento do prazo para apresentação da proposta de PLR;
- Assistência Médica sem ônus para os profissionais;
- Licença maternidade de 180 dias;
- Auxílio-alimentação no valor fixo de R$ 90 reais:
- Reembolso de 50% do valor da mensalidade ao empregado que estiver fazendo curso que vá ao encontro dos interesses da empresa;
- Dia livre em 19 de outubro (dia do Profissional de TI);
- Vale-Cultura;
- Adicional de 3% do salário mensal do empregado, para cada cinco anos trabalhados, a título de quinquênio.

E o que o Seprosp propôs:

- Reajuste salarial escalonado e parcelado;
- Salários normativos sem proposta de reajuste;
- Vale-refeição (VR) de R$ 16,50 para profissionais da capital e de R$ 15,70 para os das demais regiões;
- Retirada da obrigatoriedade de apresentação do programa de Participação nos Lucros e/ou Resultados;
- Retirada da multa em caso de descumprimento do prazo para realização das homologações.

Fonte: Sindpd