Setor de TI cobra mudanças do governo para superar crise política e econômica

Por Redação | 29 de Março de 2016 às 17h20
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A atual crise política e econômica brasileira fez com que a Brasscom, maior entidade do setor de tecnologia da informação (TI) no Brasil, emitisse uma nota se posicionando sobre a situação.

Divulgado na última segunda-feira (28), o comunicado, feito em conjunto com as entidades Assespro Nacional, Abes e Fenainfo, destaca a importância na rapidez em buscar "soluções que permitam a superação dos impasses" e possibilitem "um mínimo de governabilidade".

"As dificuldades econômicas, evidenciadas pela queda do produto interno bruto e persistente alta da inflação, têm cobrado alto preço da população brasileira em termos de desemprego e impacto na renda do trabalhador. Precisamos, urgentemente, trabalhar em prol do aumento da eficiência do Estado brasileiro de modo que o nível e a qualidade dos serviços ao cidadão sejam mantidos, quiçá melhorados, ainda que em face a dotações orçamentárias apertadas", dizem as organizações.

A carta também destaca os produtos de tecnologia da informação e comunicação como "poderosos instrumentos viabilizadores de produtividade e excelência operacional", e que o acirramento da crise política pode prejudicar o setor, uma vez que a atual situação tem acarretado em "crescente agitação e angústia no seio da sociedade".

Mesmo assim, as entidades não se posicionaram sobre a questão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff; não disseram nem se são contra ou a favor. Um número significativo de entidades empresariais, liderado pela paulista Fiesp, já se colocou abertamente na defesa do impeachment. Outras, como a Abimaq, têm feito manifestações na linha das entidades de TI, pedindo uma solução para a crise, mas sem propor um novo caminho.

No campo da tecnologia, o Rio Grande do Sul é uma exceção. O sindicato patronal gaúcho Seprorgs (ligado à Fenainfo) e a Assespro-RS (ligada à Assespro Nacional) divulgaram notas pedindo o afastamento de Dilma. No entanto, no resto do Brasil, entidades como a Brasscom, que tem entre seus associados nomes como Accenture, IBM, Politec, Softtek, TCS, Capgemini, Totvs e Unicamp, ainda não se manifestaram sobre o assunto.

Criada em 2004, a Brasscom surgiu à imagem e semelhança da poderosa associação indiana Nasscom, com o objetivo de promover a imagem do Brasil como um exportador de serviços de TI. A organização conseguiu emplacar algumas das suas demandas junto ao governo Dilma, como a desoneração da folha de pagamentos, no primeiro mandato da presidente.

Fonte: TI Maior via Baguete

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