Serviço de helicópteros e jatos executivos similar ao Uber chega ao Brasil

Por Redação | 31.05.2016 às 11:51

Com a popularização e o sucesso do Uber, não seria novidade ver empresas adotando um plano de negócios similar e criando novos negócios partindo do mesmo princípio. A startup FlyEdge é uma dessas empresas, só que, ao invés de carros, traz o compartilhamento de helicópteros e jatos executivos para o Brasil.

A intenção da companhia é facilitar o acesso à aviação executiva no país a partir deste mês. O negócio também é inspirado na companhia norte-americana FlyBlade. "Com a nossa solução, o cliente pode economizar até 75% em sua viagem", afirmou Milton Gazzano, CEO e cofundador da empresa. Gazzano administra a startup em conjunto com Henrique Antunes, que possui formação especializada em gestão da aviação na Alemanha, além de já ter trabalhado na Lufthansa.

Um dos diferenciais da startup é que as tarifas são mais em conta do que os aluguéis comuns, com valores que variam entre R$ 1.350 e R$ 1.950. A empresa também utiliza tecnologia móvel para aproximar usuários comuns do transporte aéreo, bem como permitir a aquisição de assentos individuais. A FlyEdge já conta com 8 destinos, incluindo o litoral e interior paulista e fluminense, bem como a possibilidade de alugar voos particulares com saídas da avenida Faria Lima, em São Paulo. A capacidade das aeronaves disponíveis é de 5 ou 6 passageiros no total.

De acordo com a companhia, a decisão de aterrissar no Brasil deve-se, especialmente, ao mercado promissor de aviação executiva que aqui existe. Segundo a Abraphe (Associação Brasileira dos Pilotos de Helicóptero), São Paulo possui a maior frota de helicópteros do mundo, com 411 aeronaves registradas. Até o final de 2016, a FlyEdge pretende expandir seus destinos e fechar com um faturamento de R$ 1,5 milhão em 12 meses.

As estimativas das maiores companhias de táxi aéreo de São Paulo revelam que, em 2015, foram realizados 1.103 voos para o litoral, representando aproximadamente 21 voos semanais. Com a nova solução de voos compartilhados, a empresa acredita que esse número possa passar a 44 voos por semana, o que significaria um incremento de R$ 15 milhões no faturamento deste segmento.

Via StartSe