Senadores querem impedir que a ZTE volte a importar componentes dos EUA

Por Patrícia Gnipper | 12 de Junho de 2018 às 14h51
Tudo sobre

ZTE

O Governo de Donald Trump anunciou, há alguns dias, um acordo para enfim suspender o banimento da ZTE de importar componentes fabricados nos Estados Unidos. A chinesa concordou em pagar uma multa bilionária para continuar operando no país, uma vez que a proibição poderia significar o encerramento de sua divisão de smartphones, já que a empresa conta com chips da Qualcomm.

Mas, agora, um grupo de senadores está tentando reverter a decisão de Trump e continuar proibindo que a ZTE faça uso de peças fabricadas nos EUA. A companhia chinesa foi banida por sete anos do país por ter sido flagrada fornecendo equipamentos de telecomunicações para Coreia do Norte e Irã, o que viola as leis de sanções dos EUA.

Mas Trump, depois de muita conversa, ficou preocupado com "muitos empregos na China perdidos" por conta do banimento da ZTE — ao menos foi o que ele expressou em seu perfil no Twitter. Então, na semana passada, o governo dos EUA anunciou um acordo de mais US$ 1 bilhão, além dos vários milhões que a ZTE já havia pagado, para que o banimento fosse revertido.

Participe do nosso GRUPO CANALTECH DE DESCONTOS do Whatsapp e do Facebook e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.

Para o assessor de comércio da Casa Branca, Peter Navarro, "o presidente fez isso como um favor pessoal ao presidente da China, como forma de demonstrar boa vontade por esforços maiores". Acontece que, no mês passado, o governo chinês emprestou US$ 500 milhões para "construir um parque temático indonésio que contará com um campo de golfe e hotéis da marca Trump". Por isso, os senadores que criticam a decisão do presidente apontam esse acordo como um conflito de interesses.

Fonte: ARSTechnica

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.