Se nada mudar, Snap pode ir à falência em apenas três anos

Por Rafael Rodrigues da Silva | 15 de Abril de 2019 às 18h36
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De acordo com uma análise feita pelo Financial Times, a Snap pode acabar com todo o dinheiro de seus cofres em no máximo três anos se manter o ritmo atual de gastos.

O estudo indicou que, desde que a empresa entrou no mercado de ações em 2017, a companhia tem tido um prejuízo de US$ 68 milhões por mês em suas operações. Ainda que, em seu último trimestre fiscal, esse prejuízo tenha diminuído para US$ 33 milhões (praticamente metade do que vinha tendo), mesmo que a empresa consiga manter esse ritmo menor de gastos, ela terá apenas três anos para passar a operar no lucro antes de se ver obrigada a conseguir um novo investidor ou então pedir falência.

Claro, esse prazo de três anos é caso a operação se mantenha igual ao do último relatório fiscal da empresa, e esse período de tempo pode diminuir caso a Snap volte a ter uma margem maior de prejuízo mensal ou diminuir caso consiga continuar diminuindo o índice de prejuízo de sua operação.

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E um dos maiores desafios para poder operar no lucro é justamente aumentar o número de usuários do Snapchat. A quantidade de usuários do app tem caído nos últimos anos, e isso fica bem claro de visualizar nos relatórios fiscais da empresa. No mais recente deles, os números mostraram que, no último trimestre de 2018, o aplicativo Snapchat possuía atualmente 186 milhões de usuários ativos diários (aqueles que acessam o app pelo menos uma vez por dia), o que significa um milhão de usuários a menos do que o que havia no mesmo período de 2017. E não é apenas os usuários que estão “abandonando o barco”: desde 2017, 20 executivos e diretores já pediram demissão da companhia e foram procurar novos desafios no mercado.

Alguns motivos apontados para esse esvaziamento do app foi o redesign do aplicativo que não agradou a diversos usuários mais antigos, os diversos problemas com a versão do Snapchat para Android, a concorrência com outros apps (principalmente o Facebook, que inseriu em todos os seus aplicativos de redes sociais e mensagens um “clone” da função de vídeo curto que tornava o Snapchat único) e as vendas bem abaixo do esperado para os Snapchat Spectacles (óculos de sol da companhia que conseguem gravar vídeos curtos e já enviá-los direto para o app.

Por isso, os analistas acreditam que 2019 será um ano chave para o futuro da empresa, que corre sérios riscos de encerrar suas atividades caso não consigo lançar um nova versão do Snapchat para Android que realmente funcione, aumentar o número de usuários e estabilizar a cultura organizacional da empresa para acabar com o êxodo de executivos.

Apesar dos desafios, o Deutsche Bank, um dos parceiros da Snap, se mostra confiante que a empresa conseguirá voltar a crescer em pouco tempo. A proposta é principalmente tornar o app novamente relevante se investindo em jogos para redes sociais e em levar os Bitmojis, os emojis personalizados do Snapchat, para outros aplicativos de mensagens. E essa confiança é compartilhada pelo mercado: no último mês, as ações da companhia subiram quase 8%, e o analista Mark Mahaney, da RBC Capital, enviou para seus clientes na semana passada a sugestão de comprar ações da Snap, pois acredita que a companhia está prestes a ter um aumento de 40% no valor de suas ações — o que levaria a empresa o para o valor de US$ 17 por ação de quando se tornou uma empresa de capital aberto em 2017.

Fonte: Business Insider

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