Se depender da Intel, computadores voltarão a ter botão Turbo

Por Redação | 19 de Agosto de 2015 às 13h45

Quem é mais velho com certeza vai se lembrar dos tempos do 486, PCs antigos e amarelados que tinham um botão Turbo para aumentar sua potência em aplicações mais pesadas e compatíveis com isso. Agora, se depender da Intel e sua nova arquitetura Skylake, essa funcionalidade pode reaparecer com foco no mercado de games.

A novidade um tanto quanto estranha foi uma das revelações do Intel Developer Forum, evento que, como o nome já diz, é voltado para os desenvolvedores de software. No evento, que acontece nesta semana em San Francisco, nos Estados Unidos, a empresa mostrou um sistema capaz de aumentar o clock dos processadores para fins de compatibilidade e dar aquela potência extra necessária para rodar os jogos mais pesados no máximo.

O foco da vez seria nos notebooks, que se tornariam ainda mais versáteis para tarefas do dia a dia e também poderosos o suficiente para os gamers. A novidade não tão nova assim seria uma regalia das versões desbloqueadas dos processadores da Intel, focadas justamente em permitir que os usuários mais avançados mexam em suas configurações e alterem o funcionamento do chip, de forma a extrair o máximo dele.

Essa novidade, por outro lado, também exige algumas mudanças nos sistemas de resfriamento. No evento, a Intel demonstrou uma máquina com processador rodando a 5,8 GHz, mas que exige o uso de nitrogênio líquido para funcionar em boa temperatura. A modificação foi apresentada pela Xtreme Systems e foi feita com base no processador Core i7 6700K, que em sua versão padrão, roda a 4 GHz.

Para garantir o retorno do botão de Turbo e fomentar esse tipo de experimentação por parte dos usuários, porém, a Intel precisa trabalhar ao lado das fabricantes de computadores e gabinetes, algo que ela garante já estar fazendo. A ideia é fazer com que os primeiros modelos desse tipo estejam disponíveis no mercado já no final do ano, quando chegam também os processadores da linha Skylake.

É um esforço que faz todo sentido, principalmente quando se leva em conta que o mercado de jogos é um dos principais motores dos bons números que a Intel vem acumulando. Enquanto o segmento de PCs, como um todo, apresenta queda cada vez maior nas vendas — no último trimestre, ela foi de quase 12% — o setor de games e seus produtos mais caros estão sendo suficientes para manter as margens das companhias que trabalham com ele.

Para 2015, a expectativa da Intel é que o setor gere US$ 34 bilhões em todo o mundo, um valor que representa mais do que um terço de todo o mercado de games mundial. Os dados da fabricante apontam que, hoje, 711 milhões de pessoas usam o PC para jogar, enquanto o total global, levando em conta os consoles, é de 1,8 bilhão.

São números que mostram que ainda existe amplo espaço para crescer. Na medida em que desenvolvedoras trabalham em títulos melhores e mais avançados, surge também a necessidade de uma melhoria nos componentes, para que os jogadores possam usufruir de todas essas novidades. E é aí que a Intel entra, como uma das líderes do mercado de processadores e trabalhando lado a lado com fabricantes de placas e outros equipamentos para trazer um conjunto completo e com compatibilidade total.

Fonte: PC World

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