Saúde pública brasileira mistura tecnologia com problemas graves de atendimento

Por Redação | 26 de Outubro de 2015 às 08h46

Assim como quase tudo no Brasil, a saúde pública também é feita de extremos. Se por um lado são constantes as notícias sobre pacientes que morrem nas filas dos hospitais, erros médicos ou uma completa falta de interesse dos profissionais da saúde devido às condições dos hospitais ou falta de pagamento, o nosso país também é casa de muitas tecnologias de ponta que estão ajudando a reabilitar acidentados ou auxiliando em cirurgias de altíssima complexidade.

É justamente esse contraste todo que foi exibido em uma reportagem do Jornal da Band na última quinta-feira (22), demonstrando em alto e bom som os dois lados desse sistema de saúde que, para muitos, está falido. É o que se enxerga, por exemplo, na observação da situação de unidades públicas de atendimento, cheias de pacientes espalhados pelos corredores e denúncias relacionadas a erros, desatenção e mortes que poderiam ser evitadas por uma maior qualidade no tratamento.

Atendimento desumano contrasta com tecnologia de ponta na saúde brasileira

Enquanto isso, em São Paulo, por exemplo, o Instituto Lucy Montoro auxilia com tecnologia de ponta os pacientes que tiveram sequelas de AVCs e acidentes graves, devolvendo às vítimas uma vida a mais próxima possível da normal. O mesmo vale para a Unicamp, em Campinas, no interior paulista, onde se utiliza lasers e tomografias para criar próteses capazes de tornarem mais possíveis as complicadas cirurgias no crânio, melhorando também as vidas dos pacientes.

O principal problema é que muitos desses tratamentos estão fora do alcance da maioria da população, seja por estarem apenas nos hospitais particulares mais caros ou devido à falta de vagas para todos nos grandes centros públicos especializados - mais um contraste grave que acaba transformando o cenário que a reportagem chama de "medieval".

A culpa? De muitos, mas assumida por poucos. Trata-se, no final das contas, principalmente, de um problema de má gestão de recursos públicos, que como diz a própria Band, cria um sistema que cobra caro dos contribuintes, mas não entrega o tratamento devido. E o resultado continua sendo uma política que privilegia poucos e acaba deixando muitos à própria sorte.

Fonte: Jornal da Band

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