SAS terá oferta de cloud analytics no Brasil para crescer receita em 15% em 2016

Por Rafael Romer | 25 de Fevereiro de 2016 às 10h15

Após fechar 2015 com receitas estáveis no Brasil, a empresa de software de analytics preditivos SAS se prepara para um ano de retomada de crescimento de receita com a chegada de sua oferta de nuvem no país, prevista para ser lançada no segundo trimestre.

A linha de negócios SAS Cloud Analytics não é uma novidade dentro da companhia e já é comercializada em mais de 70 países, mas chega ao Brasil com alguns anos de atraso principalmente pelo desejo da companhia de ter um data center local para implementação das soluções para clientes nacionais. O início das operações do data center já está previsto para abril, mas a empresa ainda não revela quem será o parceiro nacional da infraestrutura.

"A gente não queria lançar cloud no Brasil sem um data center local", comentou o líder de vendas e pré-vendas do SAS Brasil, Marvio Portela. "Se eu quero olhar para frente e ser relevante em cloud, o cliente vai ter que me dar dados sensíveis. E ainda existe no mercado brasileiro um temor em tirar dados sensíveis do país. Então nós preferimos aguardar um pouco".

No Brasil, a oferta de cloud da companhia será dividida em três pilares principais. Além dos tradicionais modelos de Software como Serviço (SaaS), voltado para comercialização de soluções como Visual Analytics e Visual Statistics, e de Infraestrutura como Serviço (IaaS), através da comercialização de appliances otimizados para rodar serviços analíticos, a empresa prepara uma terceira nova sigla para sua sopa de letrinhas de nuvem: RaaS.

Apelidado de "Resultado como Serviço", a oferta será baseada em serviços de análise de risco que combinarão processamento em nuvem com insights de especialistas, mas focado em resolver problemas pontuais de clientes. A nova linha de serviços já roda em alguns mercados, como Estados Unidos, Reino Unido e Canadá, e será lançada no Brasil e globalmente no próximo trimestre, com foco em grandes e pequenas empresas que necessitem de serviços para projetos individuais.

"Nós vamos começar com ofertas empacotadas, mas que vão evoluir para ofertas sob demanda e podem virar contratos de taxa de sucesso", explicou Portela.

Crescimento para 2016

O SAS fechou seu calendário de 2015 com uma receita recorde global de US$ 3,16 bilhões, com um crescimento de 2,3% em relação ao ano anterior. No Brasil, o "ano desafiador" viu uma operação com receita total estável em relação ao ano anterior, mas resultados que animam a empresa para um 2016 de crescimento.

Um dos destaques foi a aquisição de 37 novos clientes, um aumento de 42% em relação ao anterior. A renovação dos contratos da operação brasileira também cresceu 16% em 2015, atingindo uma taxa de manutenção de 90%.

De acordo com o presidente do SAS Brasil e Cone Sul, Conrado Leister, a meta da empresa é atingir um crescimento de receita de software de 15% neste ano, puxado pela chegada das novas ofertas de nuvem e da ampliação de mercados não-tradicionais para o SAS que vão além dos já explorados mercados financeiro e de telecomunicações - que juntos representam 50% do negócio da companhia na região.

No ano passado, áreas como o varejo e outras multi-indústrias ainda não consolidadas pela companhia, em especial pequenas e médias empresas (PMEs), como viagem e transporte, setor imobiliário, serviços e educação, cresceram e deverão seguir expandindo.

Para suportar esses novos negócios, a empresa lançará um novo Programa de Canais no país baseado em experiências realizadas em outras regiões, que inclui uma nova plataforma de suporte SAS Partner Net, treinamento online e identificação de oportunidades.

A expectativa com o novo programa é reforçar a atuação da empresa em uma área que antes era "tímida", herdada do DNA internacional da empresa de realizar a maior parte de suas vendas de forma direta. Até o final do ano, a companhia espera ter 30% de suas vendas realizadas no Brasil através de canais - que em 2015 representaram menos de 10% do total de negócios fechados do SAS.

"A gente nota uma demanda de médias e pequenas para o acesso à nossa tecnologia", avaliou Leister. "A cloud endereça isso, porque tira a barreira de entrada de uma série de investimentos, mas a aposta no novo programa de canais e parcerias também endereça isso. Nós conseguimos uma forma mais local e descentralizada de atender a demanda na ponta, algo que não conseguiríamos quando estávamos consolidados em grandes corporações".

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