Samsung quer humanizar a marca

Por Stephanie Kohn | 04 de Abril de 2018 às 15h44
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“Hoje é um dia diferente. Este evento representa nossa nova proposta de marca: do what you can’t. Isso significa que a Samsung quer te incentivar a não desistir dos seus sonhos.” Foi com este discurso motivacional que Andréa Mello, diretora de marketing corporativo da Samsung, deu o pontapé inicial ao lançamento da nova série Tech Girls, que aborda os desafios de sete mulheres que lutam por reconhecimento e espaço em mercados massivamente masculinos.

O conceito da série documental faz parte da campanha Do What You Can't (ou "faça o que você não pode"), lançada no início do ano, que mostra ao consumidor como os produtos e serviços da marca podem beneficiar a superação de barreiras e a conquista de objetivos.

“Queremos humanizar a marca e falar além de produtos, mas de assuntos relevantes à vida de todos. Acreditamos no potencial humano, no empoderamento. Vamos inspirar as pessoas contanto histórias e as histórias de hoje são de mulheres nas áreas da ciência, game e empreendedorismo em busca de um mundo sem diferenciações de gênero e preconceitos”, disse durante evento em São Paulo nesta quarta-feira (4).

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Segundo Andréa, somente 3% dos ganhadores de prêmios Nobel são mulheres e mesmo dentro do empreendedorismo as mulheres ganham menos. Por conta desses dados, a segunda série que chega para coroar a campanha de humanização da companhia é voltada às mulheres. O filme foi desenvolvido em parceria com a produtora The Story Lab e a agência Isobar, que criou um time exclusivamente feminino para tocar o projeto.

“Achamos que a melhor forma de mostrar a força feminina era montar todo o projeto só com mulheres. E o resultado foi incrível”, comentou Judith Belfer, diretora do filme.

O primeiro episódio do projeto Tech Girls vai ao ar no dia 23 de abril e recebe o nome de “Cientistas Brilhantes”, apresentando Patrícia Novais, astrofísica, e Paula Asprino, cientista biológica, duas mulheres de destaque dentro do cenário da ciência brasileira.

“Infelizmente ainda há muito machismo dentro da vida acadêmica. As mulheres têm mais publicações, mas ainda ganham menos. Apresentamos nossos projetos em palestras e alguns homens querem nos ensinar sobre nosso próprio projeto. A mulher fica com grande parte da responsabilidade de cuidar da casa e filhos e isso acaba dificultando a longa jornada da vida acadêmica. Isso faz com que diminua a quantidade de mulheres que chegam a um doutorado, por exemplo”, comenta Paula.

Já o segundo vídeo, “Garotas Gamers”, que será lançado no início de maio, reúne depoimentos de três mulheres (Kalera, Giu Henne e Pam Shibuya) que sofreram assédio durante partidas de jogos online, um segmento em que ainda perduram comentários contra o público feminino.

“Antes me escondia em nicknames masculinos e não falava nos jogos para não ser reconhecida. Hoje não tenho mais medo”, diz Kalera.

A gamer ainda explica que o machismo acontece em outros níveis também: “As marcas acabam optando por patrocinar gamers homens porque os eventos com homens têm mais audiência. Mas o público feminino está aumentando e vamos mudar esse cenário daqui a pouco”, finaliza otimista.

Por fim, o terceiro e último episódio, “Mulheres Empreendedoras”, traz declarações de Camila Achutti e Priscila Gama, que batalharam para superar toda a descrença sobre o real potencial delas. Atualmente, ambas comandam empresas de sucesso e contam suas trajetórias no documentário. Este último episódio vai ao ar em meados de maio e não foi apresentado durante o evento, pois ainda está sendo finalizado.

Samsung e a igualdade de gêneros

De acordo com Andréa Mello, hoje a Samsung possui 40% de mulheres em seu quadro de funcionários. Coincidentemente as duas diretorias envolvidas no projeto apresentado nesta terça-feira (4) são comandadas por mulheres.

Além disso, a divisão brasileira da empresa asiática possui um comitê de mulheres em que várias diretoras de áreas distintas promovem eventos e workshops com outras mulheres inspiradoras. A diretora lembra que em alguns workshops o público masculino era maior que o feminino.

“Muitos levavam suas filhas para escutarem histórias motivadoras. Isso mostra um interesse dos homens pelo assunto”, finalizou.

Assista Tech Girls.

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