Samsung nega rumores de demissões em massa

Por Redação | 09 de Setembro de 2015 às 12h55

Quem trabalha na Samsung já pode ficar um pouco mais tranquilo. Falando publicamente em resposta aos rumores surgidos neste começo de semana, o diretor financeiro da marca coreana, Lee Sang-hoon, negou os boatos de que a companhia estaria prestes a demitir 10% de sua força de trabalho, ou cerca de 10 mil pessoas, como parte de esforços para reduzir os custos operacionais e conter as perdas causadas por um desempenho abaixo do esperado em alguns dos principais aparelhos atuais.

Apesar de ter negado as demissões, o executivo explicou que mudanças vão sim ocorrer. Muitos funcionários dos setores de contabilidade, recursos humanos e relações públicas devem ser realocados para departamentos como marketing e vendas, num esforço para intensificar a força dos produtos da empresa e conter a ameaça cada vez maior de concorrentes, principalmente fabricantes menores nos mercados da China e restante da Ásia.

Isso sem falar na Apple, que com o iPhone 6, viu vendas recordes e um grande aumento em sua fatia de mercado. A chegada da Maçã na China também aconteceu recentemente, com grande sucesso, e a empresa tem marcado para esta terça-feira (9) mais um evento com a imprensa, onde deve anunciar novos modelos de smartphones. A coisa está se tornando cada vez mais acirrada, e, enquanto os consumidores ganham com cada vez mais opções, os números da fabricante parecem sofrer.

Essa briga no mercado resultou em sete trimestres consecutivos de lucros em queda. Mesmo já tendo enxugado sua lista de lançamentos e comemorado o bom desempenho do Galaxy S6, por exemplo, as vendas bem abaixo do esperado do antecessor, além de quedas em um mercado de baixo padrão que apresenta cada vez mais sinais de estagnação, ainda maculam os resultados da Samsung e seriam os motivos por trás dos boatos de demissão e, agora, da confirmação de mais uma reestruturação.

A ideia final, de acordo com os rumores, seria de cortar os gastos em 50% até o ano que vem, compensando internamente o momento ruim que acontece do lado de fora. Sobre isso, porém, Sang-hoon não falou, evitando comentar números ou panoramas específicos sobre o que a Samsung espera com essa reestruturação, limitando-se apenas a vir a público para tranquilizar funcionários e investidores sobre os comentários que já fizeram muitos analistas começarem a falar em crise na Samsung.

Especialistas, por exemplo, apontam para um erro de cálculo na previsão de vendas do Galaxy S6 Edge. Para eles, a Samsung teria subestimado o mercado por telas curvadas, acreditando que a versão “normal” do smartphone venderia mais que a novidade. O resultado foi uma falta de dispositivos nas prateleiras da Europa, principalmente, enquanto sobravam aparelhos do tipo mais tradicional.

O resultado foi uma vendagem abaixo do esperado, enquanto a marca coreana intensificava seus esforços para fabricar mais modelos Edge de maneira mais veloz. O resultado de tudo isso pode acabar em queda nos lucros e um faturamento também abaixo do esperado, exatamente o contrário do que era aguardado pelos executivos da empresa e também pelo mercado em si.

O cenário, então, parece ser de incerteza. E, acima de tudo, ainda mais dificuldades para uma empresa que já passou por uma reestruturação e, agora, se vê às portas de outra. A Samsung ainda é líder entre as fabricantes de smartphones mundiais, mas vê seu império cada vez mais ameaçado.

Fonte: CNET

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