Rumor: Spotify e Sony Music assinam acordo de licenciamento

Por Redação | 12.07.2017 às 10:12

Em mais um caso para limpar a casa em preparação para sua abertura de capital, o Spotify teria chegado a um acordo de licenciamento com a Sony Music, encerrando mais uma disputa relacionada aos royalties de canções disponíveis no serviço. A notícia não foi confirmada oficialmente pelas empresas.

Pelo acordo, a Sony concordou em reduzir a exigência no pagamento de direitos autorais pelo serviço. Em troca, o Spotify tornará os lançamentos de álbuns e singles exclusivos aos assinantes pelas primeiras duas semanas, com as faixas sendo liberadas para todos os usuários da plataforma posteriormente. Entre os artistas cobertos pelo contrato estão nomes como Adele, Shakira, Britney Spears e John Mayer.

É um acordo semelhante ao que a empresa já fechou com outras gravadoras, como a Universal. A noção é que, logo após o lançamento, o número de reproduções é maior, aumentando também o total de royalties a serem pagos. A presença das canções apenas na categoria paga do Spotify ajuda a equilibrar essa conta, enquanto o selo aproveita a popularidade do serviço para lucrar mais na quantidade e menos no valor unitário.

Das gravadoras maiores, resta apenas a Warner Music Group, com a qual o serviço de streaming também estaria próximo de um acordo. A busca pelas empresas para fechar contratos e acertar o pagamento é uma das etapas vistas como essenciais para o Spotify abrir seu capital na Bolsa de Valores, em um IPO que está sendo visto com bastante ansiedade por quem quer investir em tecnologia.

Tudo isso em relação a uma companhia que ainda está naquela fase de registrar altas perdas e crescimento contínuo no faturamento. Em 2016, por exemplo, o saldo negativo foi de US$ 400 milhões, um aumento de 47%, enquanto o total financeiro obtido também cresceu 50%, para US$ 3,36 bilhões.

Acordos favoráveis de royalties são essenciais para reverter tais resultados, na medida em que aumenta o número de ouvintes e, também, a necessidade de pagamento. Ao deixar lançamentos exclusivos aos assinantes, mesmo que temporariamente, o Spotify tenta incentivar os usuários a assinarem a plataforma e auxiliarem nas finanças da companhia.

Tem dado certo. De acordo com os números mais recentes, são 50 milhões de assinantes e 140 milhões de usuários ativos na plataforma. O total representa, por exemplo, pouco menos do que o dobro registrado por aquele que é visto como seu principal rival, o Apple Music, que funciona apenas por assinaturas e conta com 27 milhões de pessoas ouvindo canções.

Há de se levar em conta, ainda, a pressão de artistas de renome quanto ao baixo pagamento de royalties. Associações de músicos independentes já vinham se posicionando contra o Spotify há anos, mas foi a recusa de Taylor Swift e Thom Yorke, do Radiohead, em disponibilizar suas faixas na plataforma que levou a empresa a trabalhar rapidamente para rever seus acordos relacionados a isso.

O Spotify não se pronunciou sobre a obtenção de um acordo com a Sony Music -- uma estratégia também adotada pela gravadora. A expectativa do mercado é que o IPO do serviço musical aconteça no começo do ano que vem.

Fonte: Reuters