Rivais ironizam serviço de streaming de músicas da Apple: "Chegou atrasada

Por Caio Carvalho | 09 de Junho de 2015 às 17h43
photo_camera Divulgação

Foram muitos os rumores, e até informações de que um anúncio oficial não aconteceria. Mas aconteceu: na última segunda-feira (8), a Apple marcou sua entrada no mercado de streaming de músicas com o lançamento do Apple Music. Basicamente, ele oferece as mesmas funções de outros players, com a diferença que a companhia usará a influência da iTunes Store para popularizar a nova plataforma.

Há quem diga que o programa tem um potencial enorme, e a própria Apple espera alcançar 100 milhões de assinaturas pagas com a novidade. Mas e a concorrência? O que achou do novo serviço da Maçã?

Para Daniel Ek, CEO do Spotify, a nova investida da gigante de Cupertino não foi tão impressionante assim. Aliás, o executivo se limitou em dizer apenas "Oh ok" no momento em que a companhia fazia o anúncio. A mensagem, postada originalmente em sua conta pessoal, foi apagada. Momentos antes do keynote na Worlwide Developers Conference 2015, Ek, em tom de alfinetada, retuitou uma postagem que criticava o app News, indicando que este é mais uma cópia do Flipboard.

O Rdio, outro dos maiores serviços de streaming de músicas pela internet do mundo, também deu seu parecer sobre o Apple Music, parabenizando a empresa por sua entrada nesse mercado. Na verdade, o Rdio se utilizou de uma campanha da própria Apple para ironizar a chegada (atrasada) da entidade nesse nicho, destacando um poster que a Maçã veiculou no New York Times em 1981.

"Bem-vinda, Apple. De verdade. Bem-vinda à fronteira mais excitante e importante desde que a revolução da música digital começou, há 16 anos. Estamos ansiosos para concorrer de forma responsável no grande esforço em disponibilizar legalmente músicas para qualquer um desfrutar a qualquer hora e em qualquer lugar. Porque o que estamos fazendo é aumentar o valor da música, melhorando a experiência de cada indivíduo com a música que eles amam", disse o Rdio.

A campanha em questão do NYT foi um comunicado da Apple parabenizando a IBM por sua entrada no mercado de computadores pessoais, na década de 1980. "Bem-vinda ao mais excitante e importante mercado desde que a revolução dos computadores começou, há 35 anos", dizia o cartaz.

Outro serviço que se baseou nesse mesmo conceito foi o Slacker Radio. Em um tom bem menos sarcástico, a plataforma comentou no Twitter algumas "novidades" do Apple Music que na realidade já existem em todos os outros serviços de streaming de música. Já o 8tracks atacou dizendo que "não precisamos de um DJ como celebridade quando temos milhões de pessoas como você (um usuário da rede social) fazendo playlists melhores".

Ainda é cedo para dizer o quão "revolucionário" é o Apple Music, uma vez que ele oferece praticamente tudo o que a concorrência já tem há anos. Isso inclui o acesso a estações de rádio e milhões de músicas, como também a possibilidade de compartilhar playlists e escutá-las offline, sem precisar de conexão com a internet. Até no preço de US$ 10 a companhia se iguala aos rivais, sem contar de que haverá uma versão oficial do app para Android e Windows.

Talvez, o que mais diferencia o Apple Music de outras plataformas é a interatividade entre os artistas, que poderão publicar por conta própria fotos e detalhes de seus trabalhos, e o público, que poderá acompanhar tudo isso direto pelo app, sem ter que ir ao site oficial ou fan page da banda no Facebook, por exemplo. Outra característica é uma estação de rádio exclusiva da Apple, que tocará 24 horas por dia e será comandada por DJs conceituados do mundo da música.

Mesmo assim — e com a projeção maciça da iTunes sobre o serviço —, o Apple Music ainda precisa mostrar a que veio. E isso só vamos descobrir no dia 30 de junho, quando a plataforma for lançada em alguns países, e possivelmente aqui no Brasil.

Com informações de: Mashable, VentureBeat

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