Revista Playboy é o motivo pelo qual os fundadores do Google não dão entrevistas

Por Redação | 20 de Outubro de 2015 às 08h07
photo_camera Divulgação/Google

Em conversa com uma turma de ciência da computação da Universidade de Stanford, o presidente-executivo da Alphabet, Eric Schmidt, contou uma história que descreve a razão pela notada falta de disposição de Sergey Brin e Larry Page, os fundadores do Google, em dar entrevistas.

Conforme relatou Schmidt, o motivo para tal aversão seria uma má experiência com uma entrevista concedida à revista Playboy dos Estados Unidos, fato que ocorreu em 2004, logo antes de uma oferta pública de ações da Google para levantamento de fundos para a companhia.

Falando de sua relação com os criadores do maior site de busca do mundo, Schmidt contou que a aparição na revista gerou efeitos negativos e ameaçou o sucesso da oferta.

“Eu sabia que esta era a empresa de Larry e Sergey, então agi nesse sentido”, conta. “Por exemplo, eu nunca concedi nenhuma coletiva. Logo antes da oferta pública, Larry e Sergey deram uma entrevista à Playboy — sem fotos. Aconteceu que a entrevista aconteceu em um momento errado, durante o período de silêncio, e colocou em risco a oferta pública de ações”, prosseguiu o executivo.

Entrevista de Brin e Page para a Playboy

Edição de setembro de 2004 da Playboy dos EUA, com entrevista dos fundadores do Google. (Foto: Reprodução/Google)

Falando na hora errada

Diferentes países possuem leis que determinam um período de silêncio de executivos antes de uma oferta pública de ações de suas companhias. Então, o trauma pelo risco causado pela conversa com a Playboy parece ainda causar um grande impacto na dupla fundadora do Google, que desde então nunca mais concedeu uma entrevista.

Mas há uma razão pela controvérsia na entrevista de Brin e Page. Na conversa com a Playboy, eles revelaram algumas informações diferentes daquelas listadas para os investidores no registro da oferta pública de ações — foi o caso do número de empregados e também a perda da vantagem do Gmail em relação aos concorrentes quanto ao espaço oferecido para armazenamento.

A partir disso, houve rumores de que o interesse pela aquisição de ações da empresa pudesse ter diminuído. De qualquer maneira, porém, a oferta foi realizada, investidores despejaram mais dinheiro no Google e ele está aí, firme e forte, até hoje. A entrevista completa de Brin e Page para a Playboy pode ser conferida neste link (pode abrir sem medo, pois a página é segura para ambientes de trabalho).

Fonte: Business Insider

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