Remédio feito em impressora 3D é aprovado para comercialização nos EUA

Por Redação | 04 de Agosto de 2015 às 16h53
photo_camera Divulgação

Maquetes, prédios, pontes, casas e até pizza as impressoras 3D já são capazes de produzir. Mas uma nova categoria acaba de ser adicionada ao catálogo de coisas que esses aparelhos podem fabricar: a dos remédios. E com direito a selo de certificação, já que o FDA, órgão americano responsável pelo controle de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, aprovou a fabricação do primeiro comprimido feito a partir desse tipo de dispositivo.

A novidade vem da empresa farmacêutica Aprecia Pharmaceuticals, que anunciou nesta segunda-feira (3) a Spritam, uma pílula que pode ser consumida por adultos e crianças no controle de alguns tipos de convulsão causados por epilepsia. O remédio se dissolve quando entra em contato com a água, e cada comprimido possui 1.000 mg de levetiracetam, medicamento comum em remédios para epilépticos. Ele também se dissolve na boca do paciente assim que ele ingere a droga.

De acordo com a entidade, o processo de fabricação permite que os componentes químicos presentes no Spritam sejam encapsulados de forma mais precisa e em dosagens maiores, garantindo uma melhor ingestão. Essa tecnologia utilizada pela Aprecia foi batizada de ZipDose.

Ainda segundo a companhia, a previsão é que o Spritam seja lançado no primeiro trimestre de 2016. Outros remédios neurológicos baseados na técnica ZipDose de impressão 3D serão desenvolvidos e também passarão pelo crivo da FDA.

"Nos últimos 50 anos, nós temos produzidos pílulas em fábricas e as enviado aos hospitais. Pela primeira vez, este procedimento significa que podemos produzi-las perto do paciente", disse Mohamed Albed Alhnan, professor de farmácia da Universidade de Lancashire Central, no Reino Unido. Para o especialista, fabricar medicamentos tão personalizados exige um custo alto, tanto das clínicas quanto dos pacientes, que precisam pagar por eles. Agora com as impressoras 3D, esse custo seria muito menor, além de permitir uma dosagem específica para cada paciente.

Esta não é a primeira vez que a FDA autoriza um produto fabricado por um aparelho de impressão 3D. Anteriormente, o órgão já havia liberado a comercialização de próteses e implantes dentários.

No vídeo abaixo, a Aprecia demonstra como funciona a técnica ZipDose. Assista:

Fontes: The Guardian, BBC

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