Quatro anos depois, Nutanix segue com operação enxuta no Brasil

Por Stephanie Kohn | 31 de Maio de 2018 às 10h54

Em abril de 2014, o Canaltech bateu um papo com os executivos responsáveis pela Nutanix Brasil, empresa de computação em nuvem corporativa, que estavam apenas há três meses no comando da filial. Quatro anos depois, conversamos novamente com Leonel Oliveira, country manager da companhia, durante evento anual da empresa em New Orleans, Estados Unidos.

De acordo com o executivo, a operação nacional não traz novidades e mantém a mesma estratégia: canais são 100% responsáveis pelas vendas e a produção de hardware ainda é local. A capacidade produtiva anual, no entanto, não foi revelada. Vale lembrar que há quatro anos, a expectativa era produzir 100 mil servidores/ano.

“A parceria com a Neuwald não foi pra frente e fechamos com a Accept, também baseada em Ilhéus. A capacidade produtiva é elevada, pois a demanda é grande. Conquistamos o PPB (processo produtivo básico) e o financiamento do BNDES Finame, que era nosso objetivo inicial”, comentou o country manager.

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Sobre os parceiros de vendas, Leonel afirmou que estão trabalhando para crescer e reciclar a base, além de apostar na qualificação e capacitação dos canais. Alguns deles, aliás, estiveram no evento e apresentaram um forte case brasileiro realizado com o banco Banpará.

“Estamos nomeando um diretor de canais para América Latina e isso mostra a intenção da empresa em investir ainda mais na área de parceiros. Se isso se concretizar, teremos mais pessoas de canais para cobrir o território”, disse.

Mesmo com time enxuto, até o segundo trimestre de 2017, a Nutanix Brasil atendia 120 clientes, de acordo com Leonel. Atualmente, a empresa possui quatro times de vendas, pessoas para suporte de vendas, pós-vendas e implementação, área de canais, e há planos de crescimento para o time de canais e marketing.

"No total somos em 13 pessoas e devemos chegar a 16 até julho deste ano. Tenho absoluta certeza de que não é o suficiente, pois trabalhamos alucinadamente, mas trabalhamos felizes”, informou.

Resultados Gerais

A respeito do crescimento local, Leonel não abriu números, mas disse que vai de encontro com o global. “Seguimos a mesma taxa de crescimento na empresa geral, as mesmas proporções. É natural que uma região cresça mais ou menos devido a economia do país. Passamos por um período ruim no impeachment da Dilma, pois os investimentos ficaram estacionados”, relembrou.

Se o Brasil realmente acompanha os resultados globais, então está tranquilo. Os resultados apresentados essa semana, referentes ao terceiro trimestre financeiro de 2018, são positivos. O grande destaque ficou por conta das receitas, que cresceram 41% em relação ao ano anterior, saindo de US$ 205,7 milhões para US$ 289,4 milhões no penúltimo trimestre. O faturamento também cresceu no período, aumentando 50% em relação ao ano anterior. São US$ 351,2 milhões em 2018 contra US$ 234,1 milhões em 2017.

O lucro bruto também cresceu. O aumento é de 58% em relação ao ano anterior, passando de US$ 122,5 milhões em 2017para US$ 193,8 milhões.O mesmo funciona para caixa e investimentos de curto prazo que cresceram 164%, em relação ao terceiro trimestre do ano fiscal de 2017. 

Também foram divulgadas as perspectivas financeiras para o quarto trimestre de 2018. A receita deve ficar entre US$ 295 e US$ 300 milhões, aumentando a relação faturamento/receita em 1,25%. A margem bruta, por sua vez, deve aumentar cerca de 74% e as despesas operacionais entreUS$ 250 e US$ 260 milhões.

Leia a entrevista citada na matéria, realizada em 2014.

*A jornalista viajou a New Orleans a convite da Nutanix.

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