Quase metade dos usuários do Apple Music já abandonou o serviço

Por Redação | 18 de Agosto de 2015 às 12h29
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No final de semana, a Apple comemorou a marca de 11 milhões de cadastros no Music desde seu lançamento, no final de junho, além da colocação do álbum “Compton: A Soundtrack”, de Dr. Dre, no segundo lugar das paradas norte-americanas exclusivamente pela plataforma. Mas a festa pode acabar sendo não tão grande assim, já que, segundo uma pesquisa realizada pela MusicWatch, quase metade dos cadastrados no serviço já o abandonaram.

De acordo com os números da consultoria, pelo menos 48% dos usuários originais do serviço não retornaram a ele depois de alguns testes, muitos retornando às plataformas de streaming que utilizavam originalmente. Além disso, a Apple estaria tendo problemas em trazer usuários dos rivais para sua própria casa, já que apenas 28% dos ouvintes do Spotify e 6% do Pandora teriam experimentado o Music.

A ideia geral, aqui, é de que o serviço da Maçã não apresentou motivos o suficiente para a troca, e muitos dos cadastrados fizeram a inscrição apenas para experimentar a novidade, retornando logo depois para aqueles com os quais estão acostumados. Isso deve se traduzir, também, em uma baixa retenção de assinantes após o fim do período de gratuidade, que é de três meses para todos que se inscreverem no serviço pela primeira vez. O valor da mensalidade é de US$ 9,99, cerca de R$ 35.

Para os especialistas responsáveis pelo estudo, isso acontece devido à demora da Apple em entrar no segmento. Hoje, ele já é dominado por empresas que oferecem bons serviços – no caso do Spotify, gratuitamente – e isso acaba gerando uma resistência maior dos usuários em realizar uma mudança, uma vez que o serviço utilizado atualmente já supre as necessidades.

Para combater essa noção, além dos lançamentos exclusivos de artistas parceiros, a Apple oferece a rádio Beats 1, transmitida ao vivo 24 horas por dia, e o Connect, uma espécie de rede social interna que permite aos artistas publicarem imagens, vídeos de bastidores e um olhar sobre seu cotidiano. A emissora, porém, só é utilizada por 50% dos ouvintes do Music, enquanto o segundo sistema só aparece na lista de preferência de 11% deles. Mais um argumento para confirmar que, aqui, o que realmente importa é o portfólio e a comodidade e não recursos extras.

Apesar dos números em sua maioria desapontadores, nem tudo é motivo para chorar. O estudo revelou também que pelo menos dois terços dos usuários atuais do Apple Music estão dispostos a continuarem pagando pelo serviço uma vez que o período de gratuidade chegar ao fim. A comodidade da integração com o iOS e o uso de uma mesma conta para todos os serviços da Maçã foram citados como razão para isso.

A chegada do Music também parece não estar canibalizando as vendas de música digital pelo iTunes. Muito pelo contrário, na verdade. O estudo concluiu que pelo menos um terço dos ouvintes de streaming se sentiram incentivados a adquirir álbuns e faixas após ouvi-las no serviço, mostrando que a queda no mercado fonográfico virtual pode demorar um pouco mais para atingir a Maçã.

Além disso, a pesquisa aponta para o fato de que apenas 11% dos usuários de iOS nos Estados Unidos são usuários do Music, o que mostra um amplo potencial de crescimento para o serviço. É justamente por isso que, nas próximas semanas, a Apple inicia uma grande campanha para atrair mais público para a plataforma e garantir que seus clientes não apenas saibam que ela existe, mas também passem a utilizá-la.

A pesquisa da MusicWatch ocorreu nos Estados Unidos e contou com a participação de cinco mil pessoas, de idades a partir dos 13 anos.

Fonte: New York Post, Phone Arena

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