Qualcomm está tentando banir importações e vendas do iPhone e abre novo processo

Por Redação | 06 de Julho de 2017 às 19h09

Em um novo capítulo da “novela” que está sendo a batalha judicial entre Qualcomm e Apple, a fabricante de chips agora está pedindo que a importação e venda do iPhone seja banida, e abriu um novo processo contra a Maçã. A Apple teria infringido seis patentes da Qualcomm para aprimorar a bateria do iPhone, de acordo com a fabricante de chips, que, agora, quer que a companhia de Cupertino pague pelo prejuízo.

Don Rosenberg, vice-presidente executivo da Qualcomm, disse que a “Apple continua usando a tecnologia da Qualcomm enquanto se recusa a pagar por ela”. Por causa disso, a fabricante de chips quer que as agências regulatórias dos Estados Unidos investiguem quais dispositivos da Maçã estão usando essas tecnologias supostamente roubadas, e pedindo que a venda dos iPhones seja interrompida durante as investigações.

A companhia chefiada por Tim Cook se defende, dizendo “acreditar profundamente no valor da propriedade intelectual”, mas que não deveria pagar por tecnologias inovadoras que não tenham a ver com o caso. “Nós sempre estivemos dispostos a pagar uma taxa razoável pela tecnologia padrão usada em nossos produtos e, uma vez que se recusaram a negociar termos razoáveis, pedimos ajuda aos tribunais”, explicou a empresa.

Histórico da briga

Em janeiro, a Apple processou a Qualcomm em quase 1 bilhão de dólares alegando que a companhia estaria cobrando direitos por tecnologias das quais eles não são donos. Então, a fabricante de chips tentou virar o jogo dizendo que a Apple estaria querendo “se dar bem” em cima dela. Depois, em março, a Apple abriu um novo processo reivindicando patentes, e a Qualcomm revidou acusando a Maçã de quebra de contrato.

Em maio, a Qualcomm seguiu brigando com a Apple, acusando-a de ter praticado chantagem. A Maçã, por sua vez, acusou a rival de estar trabalhando com um modelo ilegal de negócios. Em contrapartida, a Qualcomm polemizou dizendo que suas licenças custam menos do que um carregador de iPhone.

Fonte: CNBC

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