Próxima geração de sensores fitness pode ser ligada direto na pele

Por Redação | 30.05.2016 às 15:56

Enquanto a onda dos smartwatches e pulseiras inteligentes voltadas à prática de exercícios ainda começa a tomar força, estudiosos da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, trabalham no que dizem ser a próxima geração dos sensores voltados a esse fim. E o segredo não está nos aparelhos em si, mas sim na própria pele dos usuários, com medidores ligados diretamente a ela.

Mas se acalme, não se trata de nenhum tipo de esquisitice como as vistas em filmes distópicos de ficção científica. A ideia dos engenheiros é utilizar um pequeno adesivo com uma placa de circuito ligada ao peito dos praticantes de exercícios. Os sensores seriam capazes de medir sinais elétricos e bioquímicos do corpo com uma precisão que ainda não é vista nos aparelhos convencionais desse mercado.

Um dos segredos para esse tipo de medição aprimorada é o ácido lático, presente no suor e oriundo dos músculos. Para a ciência, um forte indicador de níveis de atividade física e uma forma bem mais precisa de mensurar essa prática do que os mecanismos usados hoje em dia, como a contagem de passos, rastreio de distâncias ou acompanhamento dos batimentos cardíacos, por exemplo. Além disso, os produtos de hoje normalmente estão localizados no pulso, e para os pesquisadores, a colocação no peito, por si só, já é suficiente para melhorar a precisão os dados obtidos.

Mais do que isso, os pesquisadores também apontam para a utilização dos sensores na medição de outras características do corpo humano, transformando o protótipo em mais do que um catalogador de rotina de exercícios. Por meio da essencial comunicação via Bluetooth com smartphones ou relógios inteligentes, os atletas podem acompanhar sua rotina de exercícios, assim como médicos à distância, poderiam observar em tempo real os sinais vitais e acompanhar métricas relacionadas a doenças cardíacas e outras enfermidades.

Entretanto, alguns desafios ainda permanecem, como garantir que não exista interferência entre o medidor de ácido lático e os contadores de batimentos cardíacos, além de ter a certeza de algo essencial: que o suor não atue como condutor elétrico junto ao equipamento e acabe atrapalhando seu funcionamento, ou pior, dê um choque no usuário. Para isso, está sendo usada uma película de silicone entre a pele e o dispositivo, outra interferência que os pesquisadores precisam ter certeza de que não vá existir.

Apesar disso, os pesquisadores querem garantir que os sensores estejam disponíveis para os consumidores e a comunidade médica o mais rápido possível. O estudo foi financiado em partes pela Samsung, o que leva a pensar que a empresa será a primeira a contar com a novidade em seus aparelhos. Uma data para isso, entretanto, está longe de ser firmada.

Fonte: Forbes