Project Owl: Google declara guerra às notícias falsas

Por Redação | 25.04.2017 às 16:18

Desde novembro, o Google vem enfrentando um problema: a exibição de notícias falsas e sugestões de pesquisa ofensivas entre seus resultados. Com o objetivo de acabar com isso, o motor de buscas criou o "Project Owl", uma iniciativa divulgada neste terça-feira (25) que trabalhará a partir de duas ações específicas.

De acordo com as informações da gigante da tecnologia, foi realizada uma série de mudanças no algoritmo da plataforma. Com isso, a expectativa é de que a partir de agora páginas com mais autoridade serão destacadas nos resultados das buscas, enquanto páginas com conteúdo de baixa qualidade deverão passar por um processo de rebaixamento.

Segundo Ben Gomes, vice-presidente mundial de Engenharia do Google, a ideia é minimizar o efeito das fake news, e para isso as mudanças foram baseadas nas respostas de 10 mil avaliadores, profissionais contratados para checar a qualidade dos resultados divulgados no motor de buscas.

"Nós estávamos vendo problemas com conteúdo enganoso e incorreto, ou de ódio, então adicionamos às diretrizes, para os nossos avaliadores prestarem atenção e apontarem as páginas que viam como de baixa qualidade", explicou o executivo.

Mesmo com a alteração das diretrizes para a identificação de informações falsas, Ben Gomes deixa claro que ainda não será possível fazer com que todo o conteúdo falso seja banido do sistema. "Isso não quer dizer que tudo vai desaparecer, mas significa que o Google vai se manter na dianteira desse jogo", completou.

Outra solução anunciada hoje é uma mudança no formulário de avaliação dos usuários para a ferramenta de autocompletar a pesquisa (sugestões de frases para a pesquisa). Anteriormente, o formulário apenas questionava se o resultado em destaque era útil, tinha algo faltando, estava errado ou não era útil. A opção de marcá-lo como útil permanece. No entanto, novas opções adicionadas permitem que os usuários reportem a qualidade das respostas, definindo-as enquanto racista ou ofensiva, vulgar ou sexualmente explícita, prejudicial, perigosa ou violenta, enganosa ou imprecisa.

As mudanças mostram o empenho do Google para resolver os problemas, mas apesar dos progressos, sem dúvida, ainda há muito o que ser feito. "Estamos muito animados para corrigir esses problemas", disse Pandu Nayak, um dos especialistas em buscas do Google. "As pessoas se sentiram realmente apaixonadas por ajudar. E assim foi fácil criar uma equipe realmente forte que trabalhou duro. Eles se importaram profundamente com os tipos de situações que estão sendo descritas e estão muito felizes para consertá-las."

Fontes: SearchEngineLand; Folha de S. Paulo