Processos internos: as empresas estão em 1996 ou em 2016?

Por Redação | 07.11.2016 às 17:07
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Hoje em dia, usuários de tecnologas estão usando uma grande quantidade de inovações no seu dia-a-dia, como Uber, Amazon e Airbnb. Entretanto, na parte profissional as empresas ainda estão atrasadas em levar muitas das inovações destas startups para o modelo de trabalho.

"A maior parte das pessoas se beneficia das vantagens tecnológicas de 2016 em casa e nas suas vidas pessoais em geral, mas volta para 1996 quando está no trabalho”, afirmou Katia Ortiz, country manager da ServiceNow, empresa que oferece soluções de produtividade usando o modelo de software como serviço.

A constatação faz parte do estudo global “Service Experience Index”, divulgado pela ServiceNow e que revela ainda haver uma discrepância entre as ferramentas que as pessoas utilizam no seu dia a dia e as tecnologias que estão disponíveis no ambiente de trabalho.

Segundo a empresa, avanços tecnológicos significativos que modificaram ou criaram novos hábitos para a sociedade não estão sendo integrados pelas grandes companhias da porta para dentro, para os seus funcionários.

Para chegar a essa a conclusão, foram ouvidos mais de 2.400 gerentes de seis países, que responderam uma série de perguntas detalhando suas experiências com serviços comuns de consumidores e com serviços empresariais típicos.

Segundo a pesquisa, no ambiente profissional, os gerentes são cinco vezes mais propensos a usar e-mail e cinco vezes menos propensos a usar um aplicativo. Essa tendência impacta diretamente na produtividade: 79% dos entrevistados afirmaram que o monitoramento de e-mail interfere na conclusão de tarefas, pois passam uma média de 4 horas por dia (3h no trabalho e 1h em casa) processando e-mails de trabalho.

Ainda, apenas 28% dos gerentes declararam usar a internet ou um aplicativo móvel para abrir um processo ou solicitar serviços relativos ao trabalho no escritório.

Por fim, o estudo também mostra como essa defasagem prejudica o desempenho e a performance dos profissionais: 69% dos gerentes afirmaram que devido aos serviços manuais no local de trabalho, sobra menos tempo para iniciativas estratégicas. Com isso, a produtividade cai e/ou o nível de estresse é maior.

Segundo Dave Wright, diretor de estratégia da ServiceNow, as empresas normalmente têm foco total nas experiências de seus clientes, concentrando esforços para construir uma relação de satisfação e lealdade.

“Porém, esses mesmos princípios não são levados em conta em processos internos. A ideia geral é que é muito fácil para um cliente levar seus negócios para outro lugar, o mesmo não acontece ao lidar com os próprios funcionários das empresas: se eles não gostam de trabalhar com o departamento de RH, não existe a possibilidade de trocar por outro departamento de RH”, completa o executivo.