Problemas na economia chinesa causam queda nas ações da Apple

Por Redação | 10 de Julho de 2015 às 14h35
photo_camera Mashable

A queda vertiginosa nos valores das ações na China e o congelamento do mercado do país asiático também vêm tendo seus reflexos deste lado do mundo. A Apple, que tem o território como um de seus principais focos atuais com o iPhone, viu suas ações atingindo o menor valor dos últimos cinco meses nesta quinta-feira (9), quando fechou com cotas valendo US$ 120,06, uma queda de 2,1%.

É um movimento para baixo que se reflete em praticamente todas as companhias do mercado mobile, já que a esmagadora maioria delas tem a China como um de seus grandes mercados. A HTC, por exemplo, é outra que vem sofrendo bastante com a queda, até mais do que a Apple, e viu suas ações chegarem, nesta semana, ao menor valor dos últimos dez anos.

No momento em que essa reportagem é escrita, a Apple parece estar recuperando um pouco de sua tração. Os papéis da empresa são negociados com alta de 3,1% e valem, atualmente, US$ 123,15. A expectativa é que a situação se estabilize de agora em diante, não apenas devido ao fim do pânico causado pelas quedas bruscas, mas também por causa das ações que vêm sendo tomadas pelo governo chinês para conter os problemas.

Estima-se que as empresas do país asiático tenham perdido quase US$ 3 trilhões em valor de ações nas últimas três semanas, com quedas de mais de 30% que deixaram muitos investidores do país em pânico. Tudo por causa de um mercado que ainda é bastante novo, tendo sido aberto apenas nos anos 90 e que tem, como um dos sinais de sua falta de maturidade, a ausência de regulações claras, conhecimento de relatórios e, acima de tudo, pouco suporte do governo.

Após anos e anos de ações com valores baixos e alta lucratividade, a situação começou a se inverter, o que levou a uma fuga em massa que levou muitas cotas a perderem valor, resultando em congelamento. Somente nesta semana o governo da China começou a tomar atitudes, dificultando a venda de ações e incentivando empresas a adquirirem novas como forma de incentivar a saúde do mercado. Além disso, esforços extras junto a bancos de investimentos e renegociação de dívidas também devem ser feitos para garantir que a bolha, que parecia começar a estourar, não tenha esse destino.

Fontes: Phone Arena, KPAX

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