Prestes a se reunir com Trump, IBM anuncia novas contratações nos EUA

Por Redação | 14 de Dezembro de 2016 às 12h38
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Às vésperas de se reunir, junto com outros grandes executivos do Vale do Silício, com o novo presidente dos EUA Donald Trump, a CEO da IBM, Ginni Rometty, anunciou na terça-feira, 13, seus planos para preencher a lacuna de empregos tecnológicos na América. A companhia pretende contratar cerca de 25 mil pessoas nos EUA e investir US$ 1 bilhão em treinamento nos próximos quatro anos.

"Estamos contratando porque a natureza do trabalho está evoluindo", declarou Rometty explicando que também é por isso que muitos dos postos de trabalho são difíceis de preencher. "Precisamos de novos tipos de colaboração - envolvendo governos federais e estaduais, sistemas de escolas públicas, faculdades comunitárias e empresas privadas, em várias indústrias".

Rometty se juntará aos presidentes executivos da Apple, Alphabet e Microsoft – Tim Cook, Larry Page e Satya Nadella – em um encontro com Trump que acontecerá nesta quarta-feira, dia 14, na Trump Tower, prédio que pertence e é residência do presidente norte-americano em Nova Iorque. Especula-se que o foco principal da reunião seja a discussão sobre empregos.

Durante sua preparação para a eleição, Trump fez do emprego um dos pilares de sua campanha, prometendo acabar com acordos comerciais que poderiam acabar com empregos do país e impor tarifas sobre importações, se necessário.

Desde então, ele reivindicou crédito por impedir que milhares de empregos na indústria se movimentassem para o exterior e usou incentivos estatais para fechar um acordo com a Carrier, uma unidade da United Technologies, para recuar em seus planos de mover algumas operações para o México.

Nos últimos anos, a IBM, assim como muitas grandes empresas norte-americanas, tem sido criticada por eliminar milhares de empregos nos EUA e transferir recursos para países como a Índia. A empresa relatou ter menos funcionários no fim de 2013 do que o início do ano pela primeira vez em uma década, e reduziu sua força de trabalho total em 12% em 2014, por exemplo.

Fonte: Bloomberg

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