Presidente da GoPro deve se tornar o executivo mais bem pago dos EUA

Por Redação | 17 de Abril de 2015 às 16h12

Nada de Satya Nadella, Mark Zuckerberg ou Tim Cook. Na visão da Bloomberg, Nick Woodman, da GoPro, é o executivo mais bem pago dos Estados Unidos. É essa a conclusão de um novo ranking que está sendo lançado pelo veículo, que fará análises diárias do pagamento de cada nome por meio das flutuações do mercado de ações, e colocou o diretor da fabricante de câmeras para o mercado esportivo à frente de grandes nomes do cenário de tecnologia.

Esse título tem a ver com a grande abertura de papeis realizada pela GoPro no final do ano passado. No movimento, Woodman ficou com 4,5 milhões de cotas da companhia, com um valor total avaliado em US$ 284,5 milhões, que só aumentou na medida em que as ações da fabricante registraram altas sucessivas e eram foco de bastante empolgação por parte de investidores e acionistas. Além de estar no topo da cadeia de gerência, ele é um dos fundadores da companhia.

Para a Bloomberg, esse crescimento deve continuar a acontecer, na medida em que os especialistas do próprio veículo continuam recomendando que seus leitores comprem ações da GoPro. Como os relatórios financeiros da empresa ainda não foram revelados – ou seja, ainda não se sabe exatamente qual o salário e as compensações recebidas por Woodman após a abertura de capital –, a expectativa é que esse valor aumente ainda mais e deixe para trás o segundo colocado, Charif Souki e seus US$ 281 milhões como CEO da Cheniere Energy Inc., uma empresa que trabalha no ramo do gás natural.

Outros executivos que se encontram perto do topo são Jay Levine e John Anderson, respectivamente CEO e vice-presidente executivo da Springleaf Holdings, Martin Franklin, diretor da Jarden Corp., e Satya Nadella, CEO da Microsoft.

Falando nisso, a gigante da Redmond não gostou muito da nova análise da Bloomberg, que considerou a avaliação pouco justa. Oficialmente, a empresa de software pagou US$ 84,3 milhões a seu CEO no último ano fiscal, mas para o veículo o executivo recebeu efetivamente apenas metade disso, já que boa parte dos ganhos com ações e compensações serão pagos em parcelas que se estendem até 2020.

A Bloomberg se defende afirmando que sua projeção leva em conta os valores reais recebidos pelos executivos, de acordo com relatórios financeiros e outros dados oficiais revelados pelas próprias companhias. Foi isso, por exemplo, que levou Woodman ao topo, já que, além da gigantesca e valiosa cota de ações, ele leva um salário de US$ 800 mil anuais e bônus de cerca de US$ 1 milhão.

Entram na conta também outras despesas pagas pela companhia, como viagens ou gastos com veículos. Na GoPro, tais números são bastante inflados devido ao próprio caráter da empresa – seu nicho de negócio é o esporte e seu CEO é um atleta nato, que teve a ideia das câmeras resistentes durante uma viagem para surfar. Sendo assim, ele viaja o mundo promovendo seus produtos e efetivamente utilizando-os por aí, em situações que não são necessariamente baratas.

Para a Bloomberg, esse ranking deve flutuar bastante ao longo dos meses, na medida em que novas startups vão ganhando valor, abrindo ações na bolsa e distribuindo-as entre seus acionistas. Dessa forma, novos milionários entram no mercado durante todo o tempo, embolsando muito dinheiro e, como não poderia deixar de ser, movimentando as bases da indústria.

Fonte: Bloomberg

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