Polícia do Arkansas quer que Amazon libere informações de Echo para investigação

Por Redação | 27.12.2016 às 16:30
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Em uma nova disputa envolvendo autoridades norte-americanas e uma gigante do setor da tecnologia, a polícia de Bentonville, no estado de Arkansas, Estados Unidos, está exigindo que a Amazon divulgue informações contidas em um de seus assistentes domésticos Echo para auxiliar nas investigações de um assassinato.

Segundo o jornal local The Information, as autoridades da cidade já entraram na Justiça com um mandado para que a empresa entregue "áudios e gravações" realizadas através do Echo do suspeito James Andrew Bates, mas ainda não conseguiram obter as informações.

Bates é acusado de ter assassinado Victor Collins dentro de sua própria casa e irá a julgamento no próximo ano. A polícia espera que, pelo fato de estar sempre ligado, o Echo de Bates possa ter capturado algum áudio relevante na noite em que o crime foi cometido.

De acordo com as autoridades, Bates tinha uma série de outros dispositivos IoT conectados em casa que já estão facilitando o trabalho da polícia nas investigações. Através de um medidor inteligentes de consumo de água, por exemplo, já foi possível identificar que foram consumidos cerca de 530 litros de água na residência entre às 01h e 03h da madrugada do assassinato – o que a polícia indica como uma das evidência de que Bates teria tentado limpar a cena do crime.

A Amazon, no entanto, se recusou a entregar qualquer informação das interações entre Bates e seu Echo às autoridades, ainda que tenha liberado informações da conta de usuário do suspeito – o que inclui as compras feitas por ele no e-commerce da empresa. Até agora, a companhia não comentou oficialmente porque negou o pedido da polícia local.

A defesa de Bates também se colocou contra a liberação das informações, apelando ao direito de Bates à sigilo de seus dados. "Nós temos a expectativa de privacidade em nossas casa, e tenho um grande problema com o fato de que autoridades podem tecnologias que melhoram nossa qualidade de vida contra nós", disse a advogada do suspeito, Kimberly Weber.

Via: Engadget