Peugeot deve lançar serviço concorrente do Uber

Por Redação | 13 de Setembro de 2016 às 14h21
Reprodução/Carlogos.info

Há alguns anos, a única opção para quem precisava se deslocar pela cidade em um “carro particular” era recorrer aos táxis. Existentes em qualquer cidade de médio e grande porte do mundo, eles passaram recentemente a ter a concorrência dos serviços de compartilhamento de caronas por meio de aplicativos, como Uber, Lyft e Cabify. E ainda mais empresas devem adentrar neste mercado, como o Google, que planeja transformar o Waze em algo assim, e até mesmo a fabricante de carros Peugeot.

Segundo informa o site do jornal Financial Times, a empresa francesa deve seguir um rumo diferente das concorrentes, que vêm realizando parcerias com serviços já existentes para facilitar a vida de seus clientes, e lançar uma marca própria. Ainda de acordo com o FT, a francesa vai investir 100 milhões de euros nos próximos três anos para tirar a ideia do papel e criar um concorrente direto para o Uber e as demais plataformas atuantes no mercado de caronas pagas via aplicativos — este montante deve ser despejado em startups de inovação de mobilidade, como serviços de compartilhamento de veículo ou de caronas.

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A questão, aqui, é: por que a Peugeot vai por um caminho diferente e aparentemente mais complicado do que as suas concorrentes? Segundo o diretor executivo do grupo PSA, Carlos Tavares, as parcerias com os apps existentes seria “perigosa”, uma vez que remove o contato entre cliente e montadora. “Seria perigoso para nós não estar na linha de frente do contato com o consumidor”, alerta o executivo.

Isso faz bastante sentido, afinal, em um cenário no qual as pessoas compartilhem seus veículos (seja alugando-os para outras pessoas ou então oferecendo caronas pagas), é natural imaginar que isso vai impactar diretamente no volume de venda de veículos em um médio prazo. Assim, a Peugeot tenta se antecipar a uma possível tendência para, quem sabe, sobreviver em um cenário cada vez mais hostil às montadoras.

Recuperação

Vale lembrar ainda que a empresa vem se recuperando de um período sombrio no qual chegou a decretar falência há cerca de dois anos, sendo resgatados por um pesado aporte de 3 bilhões de euros por parte do governo francês. Assim, todo o cuidado é pouco neste momento, tanto que é bem provável que o grupo PSA, também dono da Citroen, não lance o o novo serviço de mobilidade sob uma marca nova.

“Nós gostaríamos de prever que, sob uma marca que eu ainda nem sei qual é, nos tornaremos o seu parceiro de mobilidade a longo prazo”, comenta Tavares. “Não tem que ser necessariamente uma marca automotiva.”

Ainda de acordo com o Financial Times, o “Uber da Peugeot” também será lançado nos Estados Unidos, especialmente porque o grupo que é dono da marca reduziu os seus negócios no país, focando apenas na venda de carros para consumidores.

Fonte: Financial Times

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