Peru usa câmeras em urubus para criar 'mapa do lixo'

Por Redação | 09 de Fevereiro de 2016 às 12h55

O problema do acúmulo de lixo está ganhando uma ajuda animal no Peru. As autoridades da capital Lima estão utilizando a população local de urubus para identificar depósitos ilegais de lixo. Dez pássaros tiveram câmeras GoPro e sensores acoplados aos corpos, com os dados obtidos sendo usados para atualizar um mapa da situação.

O projeto, chamado de Gallinazo Avisa, ou “Urubus Avisam”, já está em andamento e conta também com a ajuda da população. Por meio de um aplicativo, usuários também podem confirmar a presença de depósitos ilegais de lixo em diferentes locais da cidade, além de dar mais informações sobre aqueles encontrados pelos pássaros, auxiliando com fotos e detalhes em texto.

De acordo com o governo, a ideia não é necessariamente punir os responsáveis pela criação dos depósitos irregulares, mas sim, chamar a atenção da população para o problema que eles constituem. Lima tem apenas quatro aterros sanitários, muito menos do que o suficiente para a população de 10 milhões de pessoas, o que acaba fazendo com que um quinto do lixo produzido na capital acabe sendo trabalhado de maneira errada, afetando duramente o meio ambiente.

A iniciativa está em funcionamento desde o dia 7 de dezembro e, segundo as autoridades locais, já conta com milhares de participações. Entretanto, ainda não existem muitos registros de ações sendo realizadas, uma vez que os dados sobre os depósitos irregulares são compartilhados com as subprefeituras de Lima, e cabe a cada uma delas tomar atitudes e gerar uma mudança de hábito nos habitantes.

É justamente daí, também, que vem a ideia de não apenas usar os urubus, mas também a própria população. Gerando conscientização, a ideia é que a utilização de depósitos irregulares de lixo não apenas diminua, mas também leve os cidadãos a pressionar as autoridades em busca de soluções. Resta apenas saber se, assim como os pássaros, os responsáveis pelo problema também trabalhem ativamente nele.

Fonte: The Guardian

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