Parceria ganha-ganha: universidades e mundo corporativo

Por Fernando D´Angelo

Recentemente, como forma de aproximar os alunos de Administração da Universidade São Judas Tadeu com o mundo das Startups, Wellington Cruz, professor de Sustentabilidade e Gestão da Inovação, e José Roberto Auricchio, professor de Administração, convidaram Conrado Ramires, sócio-fundador do Pegcar, para expor o negócio aos alunos desta disciplina.

Em um evento com duração de 8h os 120 alunos inscritos participaram de uma imersão no universo do compartilhamento de veículos e, em seguida, foram provocados através de uma competição a sugerirem soluções que aumentem consideravelmente a adesão de pessoas dispostas a disponibilizar seus veículos para locação na plataforma do PegCar.

Abaixo, cito os principais resultados deste evento que, a meu ver, é um excelente exemplo do novo papel das universidades:

Sair da bolha da sala de aula

Segundo Conrado Ramires, sócio-fundador do Pegcar, levar um pouco do mundo corporativo para dentro da universidade e expor problemas reais e atuais motivou e engajou os alunos na utilização de seus conhecimentos para auxiliar na geração de ideias e soluções. Esse contato com necessidades reais trazem contexto ao aprendizado da sala de aula, enriquecendo o aprendizado.

Oxigenação da equipe

O contato com o público acadêmico e o ambiente diferente em relação ao mundo corporativo trouxe oxigênio à equipe do PegCar. Segundo Conrado Ramires, além da possibilidade de “pensar fora da caixa”, a equipe do PegCar também teve acesso a diversas sugestões e soluções apresentadas pelos alunos, que possuem uma visão não-viciada do assunto. Muitas delas foram utilizadas, posteriormente, como base para a modelagem de novas estratégias.

Trabalhar competências acessórias

O Desafio Fast Date deu a oportunidade aos alunos de trabalharem em equipe, colocarem suas ideias à prova, aplicarem metodologias de geração de solução, testarem suas capacidades de comunicação interpessoal e ampliarem sua rede de contatos (networking). Como disse o professor Roberto Auricchio, “mais importante do que o resultado da competição, o método utilizado no Desafio Fast Date permitiu aos alunos se conectarem com o mundo corporativo e colocarem à prova suas competências complementares, essenciais no mundo atual”.

Despertar o aluno para o mundo corporativo

As universidades são instituições transformadoras. Entram alunos e saem profissionais. Durante este período de poucos anos a universidade deve, além de transmitir conhecimento técnico, preparar o aluno para o momento pós-universidade. E provocar os alunos com pequenos choques culturais (mundo acadêmico x mundo corporativo) auxilia neste processo.

Concluindo, espero que cada vez mais as universidades tenham como foco a formação de cidadãos, e não de profissionais. E que iniciativas como essa estejam no dia-a-dia do ensino superior.