Para presidente da Samsung, 2016 será um ano difícil

Por Redação | 04.01.2016 às 15:28
photo_camera BRUNO HYPOLITO / CANALTECH

Para a Samsung, 2015 foi um ano de retomada, e 2016 também não será nada fácil. Jogando um balde de água fria nos mais esperançosos, o CEO da fabricante coreana, Kwon Oh-hyun, afirmou que este será um período bastante difícil para a companhia devido à concorrência cada vez maior em seus dos segmentos-chave, o de smartphones e de chips.

Nesse segundo, principalmente, as coisas não parecem muito boas. A Samsung vinha confiando em sua entrega de processadores e outros componentes mobile como um bom reforço para o setor de dispositivos, mas agora, se prepara para um resultado historicamente ruim no quarto trimestre de 2015.

Quando se leva em conta os smartphones, também, a coisa não parece muito boa. Apesar do sucesso de sua reorganização, que focou nas linhas de celulares mais populares com foco nos mais diferentes públicos, a Samsung ainda assim se viu batendo de frente com empresas como Huawei, no alto nível, e com os diversos fabricantes chineses pequenos no segmento de entrada. Com isso, as vendas, que eram um fator essencial para a retomada, não foram como o esperado.

A expectativa de analistas é que a Samsung apresente um lucro de US$ 5,4 bilhões no quarto trimestre de 2015. É um número positivo, claro, mas abaixo dos quase US$ 5,8 bilhões que eram aguardados anteriormente. E as declarações de Kwon podem acabar levando essa expectativa ainda mais abaixo, em um movimento que deve influenciar também nos resultados de ações. A Bolsa, entretanto, não reagiu aos comentários do CEO.

Além da chegada de uma nova geração da linha Galaxy S e derivados, outra grande expectativa da Samsung para 2016 é uma reinvenção da interface TouchWiz, um trabalho que, apontam os rumores, estaria sendo realizado em parceria com o Google. Esse desenvolvimento ainda não foi confirmado, mas os novos smartphones da companhia coreana não devem demorar para dar as caras por aí, e então, saberemos se a informação procede.

Fonte: Reuters