Para GE, setor de saúde brasileiro "está atrasado" no uso inteligente de dados

Por Rafael Romer | 07 de Novembro de 2016 às 20h35
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Tanto para a entrega de serviços melhores quanto para a redução de custos, o setor de saúde é geralmente apontado como um dos que mais tem potencial de ganhos com o avanço da tendência da Internet das Coisas (IoT). Estimativas apontam que até 2020, essa indústria deverá movimentar sozinha cerca de US$ 117 bilhões (cerca de R$ 375 bi) com dispositivos e sensores de IoT no mundo inteiro.

No Brasil, essa transformação se mostra particularmente importante. Além do envelhecimento acelerado da população, com a expectativa do IBGE de atingirmos a média de 20% da população acima dos 60 anos até 2030, o custo médio da saúde no país também tem aumentado: segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), as despesas assistenciais do sistema suplementar nacional de saúde têm aumentado em média 16% ao ano desde 2010.

O país no entanto, já pode já estar ficando para trás na transformação necessária para suportar essa evolução da indústria de saúde: principalmente quando o tema é a coleta dos dados necessários para isso.

Na avaliação de Daurio Speranzini, Presidente e CEO da GE Healthcare para América Latina, hoje são "poucas instituições" no país que tem a condições de coletar e consolidar informações sobre suas operações e pacientes – um passo essencial para habilitar o avanço da indústria.

"São dois pontos a serem resolvidos. O primeiro é ter certeza que as informações coletadas são corretas, esse é um dos maiores problemas em qualquer setor, não só em healthcare", comenta Speranzini. "Segundo, é como integrar isso de forma inteligente. Nós estamos longe de conseguir resolver isso no Brasil, estamos atrasados".

Um passo importante para esse avanço, na avaliação do executivo, será na adoção de um cadastro único e acessível para todos os pacientes do país, que poderia auxiliar instituições a acessarem uma única fonte nacional de dados.

Enquanto esse consenso não é atingido, no entanto, Speranzini indica que instituições do setor no país devem repensar seus atuais sistema de gestão, um "passo básico" para a migração as instituições para o que a GE enxerga como a "saúde 4.0". "Os hospitais precisam se profissionalizar nesse sentido para melhorar seus processos, ferramentas e diminuir os próprios custos", indicou.

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