Oracle tem quarto trimestre fiscal difícil e ações caem 6,5%

Por Redação | 18 de Junho de 2015 às 11h48
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Nesta quarta-feira (17) a Oracle divulgou os seus resultados financeiros do quarto trimestre do ano fiscal de 2015. No período que se encerrou no final de maio, a empresa sofreu quedas nas vendas maiores que as previsões da própria companhia, além de ter previsões de lucro bem abaixo das estimativas dos analistas. Segundo a companhia, um dos principais motivos do desempenho abaixo do esperado é o déficit na maioria das operações no exterior, afetado especialmente pela forte alta do dólar.

Os lucros da Oracle no quarto trimestre fiscal totalizaram US$ 2,75 bilhões, uma queda expressiva de 24% em comparação com os US$ 3,64 bilhões que foram registrados no mesmo período do ano fiscal anterior. Já as receitas da empresa de software contabilizaram US$ 10,7 bilhões, uma queda de 5% comparado aos US$ 11,3 bilhões registrados no ano anterior.

O forte recuo nas vendas de novas licenças de software contribuiu significativamente para a queda das receitas da companhia, que registrou queda de 17%, de US$ 3,76 bilhões para US$ 3,13 bilhões, na comparação trimestral anual. As vendas de sofware como serviço (SaaS) e plataforma como serviço (PaaS), e infraestrutura como serviço (IaaS) foram na contramão, registrando um crescimento animador de 29% e 25%, respectivamente.

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Ao analisar todo o ano fiscal, o lucro da norte-americana caiu 9%, de US$ 10,9 bilhões, no ano anterior, para US$ 9,93 bilhões. A receita ficou estável, US$ 38,22 bilhões contra US$ 38,27 bilhões registrados no ano fiscal de 2014. Novamente, em todo o período, a queda das receitas sofreu pelo baixo desempenho das novas licenças de software, que recuaram 9%. Em relação às ofertas na nuvem (SaaS, Paas e IaaS), a Oracle conseguiu um crescimento em torno de 33%.

O CEO da empresa, Larry Ellison tentou justificar o baixo desempenho da Oracle afirmando que a receita da empresa refletiu a adoção pelos clientes de serviços em nuvem em relação aos produtos tradicionais (on premises) que são pagos antecipadamente e instalados em máquinas corporativas. Segundo Ellison, o efeito de tal mudança é que a receita de software seja distribuída em períodos mais longos do que era típico e caia no curto prazo.

"Nossos clientes estão focados na nuvem, bem como nossa força de vendas", afirmou o executivo quando questionado por que a empresa não se concentrou em vender licenças de software tradicionais. "Estamos realizando essa conversão rapidamente", concluiu.

Devido ao relatório financeiro desanimador, as ações da Oracle desabaram cerca de 6,5% no encerramento do pregão nesta quarta-feira na Bolsa de Valores de Nova Iorque.

Com informações do Convergência Digital

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