O que levou a Tesla a comprar a SolarCity?

Por Redação | 01 de Agosto de 2016 às 22h00

Nesta segunda-feira (1º), foi confirmado que a Tesla e a SolarCity farão uma fusão das empresas, num um negócio cujo valor total é de US$ 2,6 bilhões. Escrevendo para a Forbes, Adam Sarham, CEO da 50 Park Capital, diz que Elon Musk, maior acionista das duas companhias, não tinha outra alternativa para salvá-las dos enormes déficits que carregam em suas contas.

No ano passado, a marca de carros elétricos teve perdas de quase US$ 900 milhões, enquanto a companhia de painéis solares sofreu um rombo perto de US$ 60 milhões. Com a união, seria mais fácil administrar as empresas.

A nova Tesla terá como objetivo ser líder no negócio de energia renovável, pois terá três produtos principais: painéis solares, bateria recarregável para aplicações pesadas e carros elétricos. O negócio de energia solar é muito promissor e, a cada ano, os custos por watt produzido diminuem cada vez mais, numa proporção inversa a das compras de geradores por parte dos consumidores.

Os 30 mil funcionários da SolarCity vão se juntar à Tesla e o custo de aquisição de clientes para o negócio de painéis solares vai cair – a conta chegava a 30% do custo de instalação do produto propriamente dito –, já que usará a rede de distribuição da Tesla com 190 pontos de venda. Com isso, Musk, que é CEO da montadora, prevê uma economia de US$ 150 milhões no primeiro ano, numa estimativa conservadora.

Para Zachary Shahan, que escreve para o Clean Technica e possui ações nas duas companhias, a Tesla vai ajudar a dar mais visibilidade para os negócios da SolarCity, visto que esta era bem conhecida nos Estados Unidos, mas não em outras regiões do globo. Para ele, a nova empresa é maior que a soma das partes, graças à sinergia a ser alcançada no negócio.

Fontes: Forbes e Clean Technica

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