O legado de Bowie para o mundo corporativo

Por Colaborador externo | 20.01.2016 às 13:23

Por Marco Stefanini*

A morte do grande artista David Bowie proporciona uma reflexão sobre como seu estilo “camaleão do rock” nos ensina sobre empreendedorismo. A capacidade de se reinventar constantemente e de mudar com ousadia são lições para as marcas que desejam construir uma história sólida e de credibilidade.

Para que a trajetória seja longeva, é preciso compreender o momento atual, identificar os principais desafios e propor saídas criativas, que possam representar a diferença em momentos de crise. No ambiente corporativo, a capacidade de pensar “fora da caixa” pode representar a grande oportunidade de fazer diferente, assim como fez o “homem estelar” em sua carreira marcada pela irreverência e versatilidade.

O legado de Bowie fica como exemplo para todos os empresários que já driblaram várias crises e têm um ano difícil pela frente, com estimativa de contração de 2,99% para a economia brasileira em 2016, conforme o último boletim Focus do Banco Central, divulgado em 11 de janeiro. Apesar do cenário nebuloso e pouco otimista, é preciso substituir as reclamações por estratégias que vislumbrem alternativas salutares de atravessar o que chamo de “A tempestade perfeita”.

Acredito que 2016 será o ano para rever investimentos programados, realizar um controle mais rígido de custos e focar no desejo do cliente. O aumento brutal de impostos, de custos fixos, da recessão e da queda da demanda nos indicam um ano mais complicado, com tempestades à frente, que precisaremos administrar com cautela e superá-las com resiliência.

Você pode estar se perguntando de que forma isso é possível, não é mesmo? O que pode parecer complicado, num primeiro momento, pode se tornar uma oportunidade de crescimento e de geração de novos negócios para empresas sérias e comprometidas com o crescimento do Brasil. Voltando novamente ao Starman David Bowie, é preciso inovar, fazer diferente, instigar novas ideias e valorizar talentos.

Num mercado altamente competitivo, tão importante quanto crescer é contar com pessoas que realmente contribuam com o seu negócio e tenham um olhar positivo sobre a vida, com capacidade de se adaptar aos diferentes cenários. Cada vez mais é preciso somar talentos que saibam conviver em equipe e superar crises, incorporando a flexibilidade em seu dia a dia.

Com esses talentos, a empresa se torna mais produtiva e mantém o foco no cliente, ponto crucial para que as empresas sejam bem sucedidas em 2016. Com consumidores mais críticos e conectados a múltiplos canais, as corporações que queiram manter a fidelidade de seus consumidores e conquistar novos clientes terão que conhecer bem o seu público. Saber do que ele gosta, o que necessita, a melhor forma de interagir com ele e como surpreendê-lo.

Pesquisas de mercado indicam que as empresas que mais se destacam são aquelas que mais respeitam o consumidor. Portanto, empreender neste ano significa também investir no atendimento diferenciado de seus clientes. Inspirados por David Bowie, vamos trabalhar com novos formatos e ideias. Inovar é a palavra-chave de 2016 para as empesas que pretendem se superar.

*Marco Stefanini é CEO Global do Grupo Stefanini, 5ª empresa mais internacionalizada segundo ranking da Fundação Dom Cabral 2015.