O bilionário mercado da Internet das Coisas

Por Colaborador externo | 07.08.2015 às 10:14

Por Ruben Paulo Lenartowsky Luiz de França*

Em 1999, Kevin Ashton, do MIT (Massachusetts Institute of Technology) escreveu um artigo para o RFID Journal, no qual defendia a ideia de que se os computadores pudessem ter a informação das coisas ao seu redor sem as limitações de informações fornecidas pelo ser humano, os computadores seriam capazes de observar, identificar e compreender o mundo por intermédio desta troca de informações entre as coisas.

Surgira aí o termo “Internet das Coisas”, utilizado por Kevin para definir esta troca de informações sem a necessidade da intervenção humana.

Dezesseis anos depois, a Internet das Coisas é responsável por uma das maiores prospecções no cenário mercadológico atual.

Para se ter ideia, em 2014, de acordo com o IDC (International Data Corporation), o mercado brasileiro de aparelhos conectados na internet movimentou em torno de 2 bilhões de dólares.

E não para por aí. De acordo com uma análise realizada pela Cisco Systems, a Internet das Coisas deve acrescentar US$ 352 bilhões à economia brasileira até o ano de 2022. Segundo a multinacional estadunidense, isto se dá em virtude do Brasil responder por mais de um terço de um total de US$ 870 bilhões em oportunidades.

Ainda analisando dados, segundo a IDC, a Internet das Coisas movimentará cerca de US$ 1,7 trilhão até o ano de 2020.

Os números e a projeção de mercado fazem crescer os olhos de qualquer empreendedor. Contudo ainda há uma certa dificuldade entre as grandes empresas do ramo em conseguir a uniformização de um protocolo de segurança e de compatibilidade de dados e informações entre produtos de fabricantes diferentes.

A realidade é que, de fato, a Internet das Coisas já está presente em nossas vidas e se fará muito mais presente à medida que a fabricação de produtos que possam se conectar uns aos outros cresça.

A previsão pelo IDC é de que até o final desta década, serão mais de 29,5 milhões de dispositivos conectados.

É inegável que o mercado relacionado à Tecnologia e Informação cresce exponencialmente a cada segundo. Isto se dá em razão da desenfreada atualização tecnológica que ocorre incessantemente.

Ocorre que um dos fatores que não favorece o flerte com o mercado nacional, é a questão da dificuldade burocrática em se abrir uma empresa no Brasil. As altas cargas tributárias e falta de investimento em tecnologia vão na contramão de um cenário que, à primeira vista, soa promissor e indiscutível.

Ainda neste sentido, por muitas vezes o empreendedor acaba tendo gastos os quais poderiam ser evitados com a devida instrução jurídica.

A simples escolha do meio de tributação adequado ao porte da empresa, bem como a correta informação de como adquirir um financiamento público para a manutenção e viabilização da Startup, acabam sendo fatores determinantes no sucesso da empresa.

Grandes aceleradoras de Startups sabem do vasto mercado que a Internet das Coisas tende a proporcionar nos próximos anos e, diante disto, se propõem a disponibilizar grandes investimentos visando despontar neste cenário promissor.

Encabeçando a lista dos que mais investem em startups voltadas ao segmento da Internet das Coisas, está a Intel Capital. Ainda segundo a CB Insights, que montou uma lista das empresas que mais têm destinado recursos financeiros para companhias vinculadas ao conceito de Internet das Coisas, a Sequoia Capital e True Venturers, seguem em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Sair da informalidade, conhecer os riscos do próprio negócio, acelerar sua Startup com responsabilidade avaliando o momento certo e, se inserir no mercado nacional e internacional com visão e suporte, expandindo o mercado da “Internet das Coisas” com ideias inovadoras, podem fazer a diferença na hora de garantir o seu lugar ao Sol.

*Ruben Paulo Lenartowsky Luiz de França é membro do task force de TI do escritório AAG – A. Augusto Grellert Advogados Associados.