Novo sensor controla próteses a partir de impulsos elétricos do cérebro

Por Redação | 22 de Maio de 2015 às 08h23

Pode parecer coisa de ficção científica ou retirada de um jogo de videogame, mas a ideia de termos próteses que podem ser controladas pela mente tal qual um membro real está mais perto da realidade do que muita gente pode acreditar. E tudo isso graças a um pequeno sensor que faz toda a comunicação entre o indivíduo e o equipamento em tempo real.

A novidade pegou todo mundo de surpresa e foi apresentada durante uma conferência na cidade dinamarquesa de Copenhague nesta semana. Batizada de Implanted MyoElectric Sensor — ou apenas IMES —, a tecnologia chamou a atenção por sua eficiência e por abrir um mar de possibilidades em termos de próteses e qualidade de vida a seus usuários.

Desenvolvidos pela empresa Ossur, os sensores são colocados na extremidade do membro amputado e são capazes de fazer a leitura dos impulsos elétricos enviados pelo cérebro. Assim, quando a pessoa pensa em fazer o movimento, o IMES os reconhece e já envia os sinais para a prótese, que responde imediatamente ao estímulo desejado.

No teste apresentado durante o evento, a tecnologia foi aplicada em um indivíduo sem uma das pernas que usava uma prótese motorizada da Ossur batizada de Proprio Foot. E o equipamento respondeu muito bem aos movimentos de esticar o pé ou mesmo de flexioná-lo.

O grande destaque do IMES é que, ao contrário do que acontece na maioria dos membros mecânicos, ele não traz a incômoda demora na hora de realizar o movimento. Como o sensor faz a leitura de impulsos elétricos e não da contração muscular, a resposta é instantânea e se aproxima muito daquilo que o indivíduo deseja. Basta pensar para que o pé se mexa com a precisão exigida.

Outro fator que diferencia a tecnologia de tudo o que vimos até aqui é a facilidade de ser aplicado em pacientes. Embora pareça coisa de outro mundo, todo o processo cirúrgico para a ativação dos sensores pode ser feita em apenas 15 minutos e envolve uma única incisão de 1 centímetro.

Além disso, a Ossur afirma que o IMES é alimentado por uma espécie de bobina magnética instalada na prótese, o que faz com que você nunca mais tenha de se preocupar em recarregá-lo ou coisa parecida. De acordo com a empresa, a tecnologia foi desenvolvida para durar por toda a vida do indivíduo.

E a empolgação em torno da tecnologia não fica apenas na teoria. Uma das primeiras pessoas a testar a novidade, Gudmundur Olafsson, descreve os sensores como algo surreal. Após 14 meses utilizando o IMES em conjunto com o Proprio Foot, ele conta que chorou quando movimentou seu tornozelo pela primeira vez em 11 anos.

Diante de todo esse assombro e sucesso, é apenas uma questão de tempo até que a empresa comece a popularizar o produto. A ideia é colocá-lo no mercado nos próximos três ou cinco anos, após mais alguns testes clínicos. Por enquanto, ainda não há nenhuma previsão de quanto o IMES vai custar.

Via: Ossur, Engadget

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