Novo dispositivo quer revolucionar o tratamento contra o câncer

Por Redação | 06 de Julho de 2016 às 21h37

Um tipo de tratamento contra o câncer que utiliza campos elétricos para impedir a multiplicação das células malignas é até hoje uma controvérsia no meio médico, já que ainda não completamente provado o quão eficaz e seguro é o método. O centro de pesquisa do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (em inglês: Massachusetts Institute of Technology - MIT), em Cingapura, desenvolveu um dispositivo do tamanho de uma moeda que pode ajudar os cientistas a estudar seus efeitos dessa terapia mais precisamente.

dispositivo para tratamento de carcer

Protótipo do dispositivo criado pelo MIT

Além disso, futuramente ele também poderá ser usado para personalizar os tratamentos de acordo com a situação de cada paciente. Os médicos só precisam inserir uma mistura de hidrogéis, células saudáveis e células de diferentes tipos de câncer retiradas diretamente do paciente, e então aplicar campos elétricos em diferentes frequências. Ao fazer isso, eles serão capazes de identificar a frequência exata do campo elétrico mais eficaz para tratar esse paciente em particular.

Segundo membro da equipe de pesquisa, essa é a vantagem da medicina personalizada, é possível testar receitas que funcionam para uma pessoa específica. E utilizando esse dispositivo, os resultados podem ser conseguidos em apenas 3 dias. Para pacientes com câncer que estão sofrendo com metástase, o tempo é um fator decisivo no resultado final do tratamento.

O conceito chave desse tipo de terapia é baseado em resultados de estudos que mostram que os campos elétricos, quando aplicados na frequência correta, atacam apenas as células cancerígenas, que se dividem rapidamente e crescem em forma de tumor. Ao ajustar os parâmetros corretamente, pode-se restringir o efeito apenas para as células com defeito, deixando as de outros tipos inalteradas e saudáveis.

Em testes realizados com o dispositivo, resultados mostraram que as amostras de celulas afetadas com câncer e sem o tratamento começaram a se reproduzir em dois dias. Já aquelas que passaram pelo procedimento com o pequeno aparelho de campo elétrico não se multiplicaram, e além disso as celulas saudáveis não foram afetadas.

Como o objetivo final da pesquisa é personalizar os tratamentos médicos, o pesquisadores acreditam que assim que a comunidade médica passar a estudar o novo aparelho, os testes em animais e humanos poderão acontecer mais rapidamente, e quem sabe a opção se torne uma realidade em pouco tempo.

Via: Engagdet