Nova função dos drones: Salvar vidas

Por Redação | 09.07.2016 às 19:30
photo_camera Zipline

Imagine uma frota de drones carregando vacinas e medicamentos para os lugares mais distantes e remotos da terra, passando por montanhas, rios, desertos, pântanos e florestas, tendo como destino pessoas que não teriam como receber esses mantimentos de outra forma. Gostou da ideia? Até agora essa realidade de drones entregando vacinas e suprimentos médicos parecia ser apenas uma fantasia distante, mas a realidade de 2016 é outra.

A Forbes fez um estudo recente mostrando que novas tecnologias de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT) estão mais próximas da vida real do que nunca, trazendo inúmeras vantagens e economia de custos. Economia de custos? Uma tecnologia tão avançada dessa? Pois é, usar drones ao invés de métodos terrestres tradicionais de transporte, como motos, bicicletas e até animais, pode realmente resultar em economia de dinheiro.

Claro, para ser 100% viável alguns ajustes e adaptações tecnológicas ainda precisam ser feitas, por exemplo:

- Vacinas e suprimentos médicos geralmente precisam ser transportados com cuidado, são sensíveis a mudanças bruscas de temperaturas e choques físicos;

- Obstáculos da natureza como mau tempo e até animais podem dificultar o voo e pouso do drone;

- A autonomia de voo e a comunicação da base com o drone ainda precisam ser aperfeiçoados para maiores distâncias.

Se startups como Zipline, Matternet e Flirtey conseguirem vencer essas barreiras, a ajuda através dessas máquinas voadoras poderá chegar a lugares que convivem há décadas com mazelas e dificuldades. Um dos problemas chave dos lugares mais remotos é justamente o meio de transporte não confiável. Além de ter que lidar com ambientes inóspitos, a entrega das vacinas ainda enfrenta problemas com o pessoal e os veículos de entrega. Em muitos lugares, o profissional de saúde, o gerente de estoque e o motorista são a mesma pessoa. O veículos são velhos, usados para outros fins e ultrapassados, caindo aos pedaços. Como resultado, a vacinas não chegam ao destino, pessoas morrem e milhões de dólares são desperdiçados.

Tendo esse panorama como base, um estudo da cadeia de suprimentos de vacina em Moçambique foi feito utilizando um modelo computacional chamado HERMES. O Hermes é um software capaz de gerar uma simulação de qualquer tipo de cadeia de suprimento, utilizado por diversas empresas para estudar melhor sua logística. Essa cadeia de suprimento é composta pelas cidades, lugares de armazenamento, veículos, pessoal, processos e atividades que envolvem todas as atividades desde a chegada da vacina até o seu destino final.

A simulação com drones foi comparada à situação atual com motocicletas como meio de transporte, comparando todo o processo logístico. Na imagem abaixo percebe-se claramente a diferença de abrangência de localidades atendidas pelos drones:

Mapeamento Drone

Além disso, chegou-se à conclusão de que essa nova forma de distribuição de suprimento pode economizar até 8 centavos por dose de vacina. A princípio parece pouco, mas imagine essa economia em grande escala, para milhões de vacinas pelo mundo. Não é pouca coisa.Evidentemente, essa comparação muda de acordo com as condições de tempo e terreno das localidades, no norte do Brasil por exemplo, não se usam motos, mas sim barcos, dificultando mais ainda o transporte.

A tecnologia está realmente avançando, em pouco tempo deveremos vivenciar essa nova realidade, e tomara que chegue logo ao nosso País. Milhares de famílias, principalmente no Norte e Nordeste, precisam de mantimentos, sofrem com a seca e abandono e precisam de ajuda. Por enquanto nos resta torcer!

Via: Forbes