Nova droga contra Alzheimer demonstra ter efeitos antienvelhecimento

Por Redação | 18.11.2015 às 10:20

Pesquisadores do Salk Institute of Biological Studies, localizado no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, estão realizando testes da droga J147 em ratos, com promissores resultados contra o mal de Alzheimer. A surpresa, porém, surgiu ao descobrir que o medicamento também é eficaz contra o envelhecimento do organismo.

Nos testes com os animais, a J147 demonstrou ser bastante eficaz tanto na prevenção quanto na reversão do quadro da doença. Diferentemente dos demais medicamentos contra o mal, que focam nos depósitos de placas amilóides do cérebro (pois acredita-se que a doença se inicia nesses componentes do órgão), os pesquisadores do instituto arriscaram sintetizar uma nova substância focada no envelhecimento, uma vez que o mal só se manifesta em indivíduos de idade mais avançada.

Então foi dado o medicamento para roedores idosos, que apresentaram uma significativa melhoria nas funções cognitivas e motoras, além de apresentarem uma redução dos indicativos de Alzheimer no cérebro. Ou seja, além da droga se mostrar eficaz contra a doença, revelou ter efeitos que não somente retardam, mas também revertem efeitos negativos do envelhecimento. Os ratos que receberam doses da J147 também demonstraram melhoras no metabolismo em comparação a animais mais jovens. Outro efeito observado foi a redução de inflamações cerebrais.

Antonio Currais, líder do estudo, contou que “não prevíamos o efeito antienvelhecimento, mas a J147 fez com que ratos idosos aparentassem ser mais jovens, de acordo com um número de parâmetros fisiológicos”. Apesar da descoberta promissora, ainda não há previsão para o início dos testes em humanos.

Atualmente, o mal de Alzheimer é a forma mais comum de demência no mundo e ainda não tem cura. Detectado em pessoas com idade comumente superior a 65 anos, a patologia acomete cerca de 1 em cada 85 pessoas no mundo, afetando 1% dos idosos entre 65 e 70 anos.

Fonte: Gizmag