Nokia tem aumento nos lucros, mas se prepara para ano turbulento

Por Redação | 12 de Fevereiro de 2016 às 17h10

O mais recente relatório financeiro da Nokia é cheio de extremos. Este foi o período, na visão de especialistas, que mais demonstrou de maneira consistente a independência da companhia após o fim das negociações com a Microsoft, mas ao mesmo tempo, também apresenta dados que pedem cautela aos investidores. O último trimestre de 2015 foi de ganhos, mas também de perdas, de acordo com a métrica utilizada para análise.

Entre os meses de outubro e dezembro do ano passado, foram € 499 milhões em lucros, um total que representa crescimento de 54% em relação ao registrado no mesmo período do ano de 2014. Entretanto, quando se leva em conta o acumulado no atual ano fiscal, a queda é de 56% em relação ao que a Nokia apresentou anteriormente.

A venda da divisão de mapas HERE foi citada como uma grande responsável pela entrada de dinheiro, além do foco renovado nos setores corporativos. Por outro lado, a compra da Alcatel-Lucent e a preparação para fusão entre os dois nomes, apesar de reforçar ainda mais os trabalhos nesse departamento, foi citada como um desafio, não apenas pelos gastos envolvidos no reposicionamento das marcas, mas também pela competição.

O grande foco de atenção, agora, é o mercado asiático, onde a Nokia, por meio de sua recém-adquirida companhia, deve entrar de cabeça para enfrentar a oposição de fabricantes locais de médio e grande porte. O setor de redes continuará a ser um desafio, não apenas por lá, mas em todo o mundo, já que o objetivo é se tornar a líder nesse segmento.

Apesar de citar 2015, e também 2016, como anos dramáticos, o CEO Rajeev Suri ressaltou a solidez dos resultados e afirmou que, apesar de todas as transformações que acontecerão e de toda a cautela que isso envolve, o futuro deve ser bastante interessante para a Nokia. Ele também citou a entrada de dinheiro oriunda de processos em andamento contra a Samsung e outras fabricantes mobile, devido a quebras de propriedades intelectuais, que ajudarão com as turbulências esperadas.

No total acumulado no atual ano fiscal, as vendas de produtos da Nokia cresceram 6%, registrando um faturamento total de € 12,5 bilhões. Apesar disso, a cautela dos investidores levaram as ações a uma queda de 2% na Bolsa de Valores de Helsinki, na Finlândia, onde os papeis da empresa são negociados.

Fonte: Nokia

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