Nokia divulga resultados financeiros; perdas foram menores que o esperado

Por Redação | 02 de Fevereiro de 2017 às 09h19

A Nokia anunciou nesta quarta-feira (01) seus resultados financeiros referentes ao último trimestre de 2016. A expectativa era que as perdas da empresa continuassem caindo, mas, para a surpresa geral, a companhia conseguiu diminuir a sangria, dando sinal de que as contas estão perto de se estabilizarem.

Dois fatores ajudam a explicar a redução nas perdas da companhia. O primeiro deles foi o corte de custos. Apesar de ser feito da pior maneira possível -- demitindo milhares de funcionários --, a companhia finlandesa espera economizar US$ 1,3 bilhão até 2018.

O segundo fator é o investimento da empresa em marketing inteligente. Ao invés de sair por aí gastando descontroladamente em propaganda, agora a empresa estuda as melhores oportunidades e mercados antes de acionar o departamento de marketing, de maneira que suas campanhas sejam mais eficientes.

"Nossa expectativa é que nosso desempenho continua melhorando ao longo de 2017 e vejamos nosso potencial de expansão crescer a partir deste ano à medida que o mercado apresenta melhorias e nossos programas de vendas ganham mais força", explicou o diretor executivo Rajeev Suri.

Com as novas medidas, os gastos globais com marketing da Nokia já caíram 2%, mas a empresa diz que continua colhendo bons frutos nos mercados norte-americano, indiano e japonês. "Nosso plano é conseguir mais resultado com o marketing este ano, sermos mais eficientes, manter nossa política de preços e conseguir reduzir os custos operacionais", disse o executivo.

Ao todo a Nokia arrecadou € 940 milhões nos últimos três meses, valor 27% inferior no comparativo anual, mas bem acima do previsto por analistas, que esperavam por € 788 milhões.

As vendas da divisão de redes, a mais importante da empresa na atualidade, caíram 14% - mais do que o previsto -, mas sua margem de lucro foi de 14,1%, quase três pontos percentuais acima do previsto. No acumulado do ano, essa margem foi de 8,9% - algo que deve aumentar em 2017 tendo em vista que a Nokia retornou ao mercado de smartphones em parceria com a HMD Global.

Será que estamos vendo o ressurgimento de uma fênix? Só o tempo dirá.

Fonte: Reuters

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