Nokia deve cortar de 10 a 15 mil postos de trabalho em todo o mundo

Por Redação | 24 de Maio de 2016 às 10h08
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Segundo um representante do sindicato trabalhista da Finlândia, a Nokia está planejando demitir cerca de 10 a 15 mil trabalhadores em todo o mundo como parte de seu programa de corte de custos implantado após a aquisição da rival franco-americana Alcatel-Lucent. A meta é que a empresa consiga cortar cerca de US$ 1 bilhão em custos operacionais até 2018. O corte de empregos representaria grande parte desse valor.

"Nós não ouvimos quaisquer números oficiais, mas, com base nas informações dos contatos sindicais, a estimativa é que o impacto global dessa rodada seja em torno de 10.000 a 15.000 postos de trabalho", disse Risto Lehtilahti, representante da Nokia na cidade finlandesa de Oulu. Atualmente, a companhia emprega cerca de 104 mil pessoas em todo o mundo. Na última semana, ela divulgou seus planos de cortar 1.000 postos de trabalho na Finlândia. A meta inicial era de 1.300 vagas de trabalho.

Na Alemanha, as demissões podem chegar a 1.400 funcionários. Já na França, há a certeza que a empresa cortará 400 postos de trabalho, mas criará 500 vagas na área de pesquisa e desenvolvimento, uma vez que realizou um acordo com o governo francês durante as negociações da Alcatel. Segundo informações de pessoas próximas, a Nokia está mantendo conversas com representantes de sindicatos em cerca de 30 países. "Alguns trabalhos serão transferidos para países com custos mais baixos", disse Tuula Aaltola, representante da empresa.

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A redução de custos adotada pela companhia deve-se ao fraco desempenho do mercado de equipamentos de rede. A finlandesa já havia previsto, no início deste mês, que suas vendas iriam cair em 2016. Segundo a Communication Workers of America (CWA), a empresa já começou a reduzir empregos nos Estados Unidos há um ano, como uma espécie de preparação para a fusão com a Alcatel-Lucent.

O país de origem da Nokia parece ser um dos mais afetados pelas demissões. Na Finlândia, a empresa já cortou milhares de empregos ao longo da última década, tendo em vista que seu negócio de telefonia móvel perdeu espaço para os concorrentes e foi vendido para a Microsoft, que também continuou com a política de corte de empregos.

Fonte: Reuters

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