Nokia aposta na aquisição da Alcatel-Lucent para se reinventar

Por Redação | 30 de Novembro de 2015 às 13h32

Em mais um esforço para refazer-se no mercado, a Nokia voltou sua atenção para a fabricação de equipamentos de telecomunicações que alimentam as redes móveis das operadoras globais, como a Deutsche Telekom e a China Mobile. Essa estratégia será posta a prova quando a empresa completar a aquisição da Alcatel-Lucent no início de 2016.

A transação foi estimada em US$ 16,6 bilhões e os acionistas da Nokia se reunirão em Helsínquia, na Finlândia, na próxima quarta-feira (2) para aprovar o negócio. Apesar da expectativa de enfrentar certa resistência, também espera-se que acionistas da Alcatel-Lucent dê se apoio ao negócio até o final do ano por meio de um acordo que vai deixá-los com cerca de um terço de participação na fusão.

Rajeev Suri, presidente executivo da Nokia, diz que a aquisição é exatamente o que sua empresa precisa para executar uma tão esperada reforma. Essa estratégia de renovação incluiu o corte de mais de 17.000 postos de trabalho, bem como a venda de ativos não desejados da sua unidade de mapeamento digital. Suri também acredita que a aquisição pode colocar a empresa na liderança do mercado de telecomunicações, algo que ele considera emocionante.

Analistas dizem que ambas as empresas oferecem competências complementares: a Nokia é especializada em redes sem fio, enquanto a Alcatel-Lucent é mais conhecida por seus roteadores e outros equipamentos usados para criar redes de banda larga. No entanto, a empresa finlandesa pode ter dificuldades para encontrar novos clientes para compensar a moribunda indústria global de telecomunicações. "O verdadeiro desafio é onde eles estão indo para encontrar o crescimento", disse Bengt Nordström, cofundador da Northstream, uma empresa de consultoria de telecomunicações em Estocolmo.

Desde que a Nokia anunciou pela primeira vez a aquisição da Alcatel-Lucent este ano, a empresa analisou negociações anteriores, incluindo a sua parceria sem brilho com a Siemens, para evitar repetir os erros do passado. Jorg Erlemeier, que liderou a equipe de integração da Nokia, disse que o acordo foi especificamente estruturado como uma aquisição, não uma fusão. Desde abril, a equipe de Erlemeier está se reunindo semanalmente para negociar a logística, estruturas corporativas e possíveis cortes de empregos antes da conclusão do acordo no início do próximo ano.

Fonte: The New York Times

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