No Brasil, Apple perde mais da metade de participação no mercado em 2016

Por Redação | 18 de Março de 2017 às 21h09

A Apple perdeu mais de 50% de participação de mercado no Brasil, segundo dados apresentados pela consultoria Counterpoint na terça-feira, dia 14.

Em um extenso relatório, a empresa mostra que a empresa liderada por Tim Cook viu as vendas de celulares caírem 16% no Brasil em 2016. Além disso, a participação da empresa no país caiu de 8,3% para apenas 3,8% -- menos da metade do registrado em 2015.

O motivo disso você já deve imaginar: os altos preços cobrados pela Apple por seus aparelhos. A característica nunca foi atraente no mercado brasileira e no atual cenário de crise afastou ainda mais o público dos gadgets.

Levantamento da Counterpoint revela que Samsung é a líder de vendas no Brasil, seguida de Motorola e LG. Apple, por sua vez, perdeu mais da metade do mercado em um ano
Levantamento da Counterpoint revela que Samsung é a líder de vendas no Brasil, seguida de Motorola e LG. Apple, por sua vez, perdeu mais da metade do mercado em um ano (Reprodução: Folha de S.Paulo)

"As fabricantes que ganharam espaço foram as que conseguiram oferecer celulares menos caros", disse a Counterpoint. É o caso, por exemplo, da Samsung, que viu seus celulares saltarem de 40% de participação para 47%. A Alcatel também viu seus aparelhos caírem nas graças do público, saltando de 3,6% para 5,5% de participação no mercado nacional -- mais do que a Apple.

Também chama a atenção a aparição da Motorola como a segunda fabricante que mais vende smartphones por aqui. Apesar de não ser uma das maiores fabricantes mundiais, o bom trabalho da empresa com seus aparelhos, que têm um bom custo-benefício, renderam uma participação de 12,9% no mercado.

"O Brasil é um mercado muito concentrado. (...) Para terem sucesso, as marcas precisam ter fábricas locais ou um parceiro. Sem isso, elas devem pagar impostos de 60% para importar uma unidade", disse Pav Sharma, da Counterpoint, ao explicar o fenômeno Motorola. Sem essa articulação, empresas como Sony e Xiaomi não têm fôlego nem força suficiente para concorrer aqui como têm no resto do mundo.

Fonte: Folha de S.Paulo

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